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Decisão de Gilmar sobre impeachment provoca reação na Câmara e deve fortalecer absolvição de Carla Zambelli
Decisão de Gilmar sobre impeachment provoca reação na Câmara e deve fortalecer absolvição de Carla Zambelli
Centrão e oposição se unem contra intervenção do STF e devem aprovar parecer que livra deputada da perda do mandato
Por: Redação
05/12/2025 às 08:33

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
A liminar do ministro Gilmar Mendes, que restringe a prerrogativa para apresentação de pedidos de impeachment contra ministros do STF, desencadeou um efeito inesperado na Câmara dos Deputados: o movimento para salvar o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) ganhou força.
Embora o despacho tenha como alvo principal o Senado, a intervenção monocrática irritou também líderes da Câmara, que agora enxergam no caso Zambelli uma oportunidade de mandar um recado claro ao Supremo.
A resposta deve vir já na próxima semana, durante a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisará o processo de cassação da deputada.
Incomodado com o movimento de Gilmar, o Centrão avisou que pretende se juntar à oposição para aprovar o parecer do relator Diego Garcia (Republicanos-PR) — que recomenda a absolvição de Zambelli.
Como revelado pela coluna, Garcia sustentou que não há provas que justifiquem a perda do mandato e ainda apontou que o ministro Alexandre de Moraes deveria ser considerado suspeito no caso, citando suposta perseguição política.
Zambelli foi condenada pelo Supremo por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e Moraes ordenou que a Câmara executasse a perda do mandato. A pressão do STF sobre o Legislativo, no entanto, despertou forte reação interna — agora amplificada pela liminar de Gilmar.
Para deputados tanto da oposição quanto do bloco governista moderado, a decisão que retirou da sociedade o direito de denunciar ministros do STF representa interferência indevida nas prerrogativas parlamentares.
Setores do PT avaliam que o Centrão está usando o processo de Zambelli para testar os limites do Supremo e medir a disposição do Congresso para reagir ao que consideram excessos da Corte.
A leitura política dominante é que Zambelli se tornou peça central de uma disputa institucional que transcende seu caso individual: trata-se de uma demonstração de força da Câmara diante do STF.
Com a articulação consolidada, a tendência é que o parecer pela absolvição seja aprovado na CCJ — abrindo caminho para que Zambelli mantenha o mandato e reforçando a pressão sobre o Supremo, que enfrenta resistência inédita após a liminar de Gilmar.
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