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Defesa de Bolsonaro minimiza laudo da PF e aponta “risco concreto de morte” sem assistência contínua
Defesa de Bolsonaro minimiza laudo da PF e aponta “risco concreto de morte” sem assistência contínua
Advogados aguardam parecer de médico assistente e dizem que perícia não determina permanência obrigatória do ex-presidente na Papudinha
Por: Redação
08/02/2026 às 22:11

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (6) que o laudo médico elaborado por peritos da Polícia Federal (PF) “não conclui, de forma expressa” pela manutenção do ex-presidente na Papudinha. Os advogados aguardam um parecer complementar do cirurgião Cláudio Birolini, autorizado a acompanhar a perícia como assistente técnico da defesa.
Segundo os peritos, a saúde de Bolsonaro demanda cuidados, mas haveria condições para que ele continue cumprindo a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que a defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestem sobre o relatório.
Em nota, os advogados sustentaram que o documento da PF “se limita a registrar a inexistência de indicação de internação hospitalar imediata”, mas reconhece que a ausência de acompanhamento adequado pode levar a uma “descompensação clínica súbita”, com risco de morte.
“O próprio documento reconhece que a eventual ausência dessas medidas pode resultar em descompensação clínica súbita, com risco concreto de morte, bem como aponta risco de novas quedas, em razão das condições funcionais avaliadas”, diz o comunicado divulgado pela defesa.
Na quarta-feira (4), os advogados informaram ao STF que o quadro clínico do ex-presidente havia se agravado nos dias anteriores e cobraram a apresentação do laudo pericial “com a máxima urgência”. Segundo a defesa, a juntada do documento era essencial para “viabilizar a apresentação de parecer pelo assistente técnico da defesa e, por consequência, a análise da necessidade de concessão da prisão domiciliar humanitária”.
O laudo da PF aponta que Bolsonaro apresenta sinais e sintomas neurológicos que “aumentam o risco potencial de novos episódios de queda”, o que exigiria “investigação diagnóstica”. O relatório lista ainda diversas comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono em grau grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências intra-abdominais.
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