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Defesa pede para Anderson Torres cumprir pena na PF e cita risco à integridade física em presídio comum
Defesa pede para Anderson Torres cumprir pena na PF e cita risco à integridade física em presídio comum
Ex-ministro da Justiça afirma enfrentar quadro psiquiátrico e ter sido alvo de ameaças; equipe jurídica solicita instalação compatível com histórico funcional
Por: Redação
24/11/2025 às 21:05

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A defesa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, condenado pelo STF a 24 anos de prisão no julgamento do chamado “núcleo 1” do plano de golpe de Estado, pediu nesta segunda-feira (24) que o cumprimento da pena ocorra na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Os advogados afirmam que a permanência de Torres em um presídio comum colocaria sua vida em risco, considerando o histórico do ex-ministro na condução da política de segurança pública do DF e sua atuação no Ministério da Justiça — fatores que o expõem a ameaças e potenciais retaliações dentro do sistema carcerário.
Segundo o pedido, Torres passou a ser acompanhado por atendimento psiquiátrico desde maio de 2023, com uso de medicação antidepressiva e antipsicótica.
A equipe jurídica destaca ainda que o ex-ministro foi alvo de ameaças de morte amplamente divulgadas pela imprensa, o que levou ao reforço de sua segurança pessoal. Para os advogados, essas condições tornam “incompatível” sua permanência em unidade prisional ordinária.
Por isso, solicitam que o cumprimento da pena ocorra:
na Superintendência da PF no Distrito Federal, ou
no Batalhão de Aviação Operacional (BAVOP),
ou ainda em outro estabelecimento “congênere”, com nível de proteção compatível ao cargo que desempenhou.
Após ter os embargos de declaração negados, Torres aguarda a análise de seus últimos recursos antes da execução definitiva da pena. A defesa argumenta que, caso ela seja antecipada, é necessário garantir ao sentenciado um ambiente seguro e proporcional à sua condição funcional.
O texto lembra que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado (22), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, permanecendo na Superintendência da PF — condição possível por ainda não estar em fase de execução definitiva da pena de 27 anos e 3 meses.
Além disso, o documento lista os demais condenados do mesmo núcleo, entre eles Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto — todos com previsão de cumprimento de pena em regime fechado.
A solicitação reforça o clima de tensão entre o STF, ex-integrantes do governo Bolsonaro e setores da oposição. A defesa do ex-ministro tenta garantir que ele não enfrente riscos desnecessários enquanto cumpre pena, diante do ambiente altamente polarizado e das acusações ainda em disputa no campo político.
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