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Defesas de militares questionam falta de provas da PGR e denunciam viés político em processo do “núcleo 3”
Defesas de militares questionam falta de provas da PGR e denunciam viés político em processo do “núcleo 3”
Advogados afirmam que acusação de tentativa de golpe contra aliados de Bolsonaro é frágil e baseada em suposições
Por: Redação
12/11/2025 às 14:19

Foto: Gustavo Moreno/STF
As defesas dos militares acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar o chamado “núcleo 3” — grupo supostamente envolvido em ações para manter Jair Bolsonaro no poder — afirmaram nesta quarta-feira (12) que não há provas concretas que sustentem as denúncias. Os advogados apontam fragilidade nas acusações e afirmam que o processo tem sido conduzido de forma politizada, mirando figuras ligadas ao antigo governo.
Durante as sustentações orais na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), as defesas ressaltaram que o Ministério Público Federal não demonstrou a existência de qualquer estrutura organizada para um suposto “golpe de Estado”. Um dos advogados ironizou a tese da PGR: “Meu cliente está isolado, sozinho. Iria dar um golpe de Estado sozinho?”, questionou, destacando a falta de coerência das acusações.
Os réus — entre eles militares e um agente da Polícia Federal — são acusados de integrar o grupo apelidado de “kids pretos”, composto por oficiais especializados em operações táticas. As defesas, no entanto, negam qualquer envolvimento em articulações políticas ou ações ilegais.
Os advogados também criticaram o tratamento dado pela PGR e parte da imprensa, que, segundo eles, tenta associar sem base jurídica o episódio a um plano coordenado de ruptura institucional. “Dizer que ele é golpista é se desconectar dos fatos”, afirmou uma das defesas.
O julgamento será retomado no dia 18 de novembro, com o voto do ministro Alexandre de Moraes.
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