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Delator afirma que Lulinha recebeu R$ 25 milhões e “mesada” de R$ 300 mil do Careca do INSS

Delator afirma que Lulinha recebeu R$ 25 milhões e “mesada” de R$ 300 mil do Careca do INSS

Depoimentos já somam 70 horas e incluem áudios, documentos e conversas de WhatsApp; investigação expõe possível esquema envolvendo cannabis medicinal, articulação política e viagens internacionais

Por: Redação

08/12/2025 às 16:43

Imagem de Delator afirma que Lulinha recebeu R$ 25 milhões e “mesada” de R$ 300 mil do Careca do INSS

Foto: Divulgação

O empresário Edson Claro Medeiros Jr., ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes — o Careca do INSS — prestou mais de 70 horas de depoimento à Polícia Federal e entregou um volume robusto de provas que lança novas suspeitas sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. As apurações incluem mais de mil páginas de documentos, áudios e conversas de WhatsApp que detalham transações financeiras e relações do grupo investigado.

Segundo o depoimento, Careca teria pago R$ 25 milhões a Lulinha, além de uma mesada mensal de R$ 300 mil, supostamente como pagamento por sua atuação em projetos da empresa de cannabis medicinal World Cannabis, que operava no Brasil, Estados Unidos e Portugal. Lulinha teria sido contratado para prestar “articulação política” – justamente o tipo de relação que gerou escândalos anteriores envolvendo o filho do presidente.

O celular apreendido de Careca contém conversas com Lulinha, parte delas entregue por Edson à PF. Segundo ele, o filho do presidente era peça-chave no projeto, que incluía a plantação de cannabis indoor em Portugal, por meio da empresa Candango Consulting, registrada em nome de Antunes e seu filho — mas que, segundo o delator, teria Lulinha como sócio oculto.

A produção seria destinada à fabricação de medicamentos à base de cannabis, com plano de venda ao Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo chegou a elaborar o Projeto Amazônia, apresentado como proposta ao Ministério da Saúde.

Edson Claro, diretor executivo da World Cannabis desde 2023, rompeu com Careca após a deflagração da Operação Sem Desconto, em abril deste ano. Ele afirma ter sido ameaçado de morte por Antunes durante uma reunião.

Os depoimentos também detalham viagens internacionais de Lulinha com Careca, custeadas pelo empresário. Uma delas ocorreu em novembro de 2024, com destino a Lisboa. As passagens teriam sido compradas pela empresa Fly Tour.

Apesar da gravidade das acusações, a CPMI do INSS rejeitou, nesta quinta-feira, a convocação de Lulinha por 19 votos a 12, graças ao escudo político oferecido pela base governista. O PT também impediu a convocação de Edson Claro, contrariando o discurso de transparência prometido pelo governo.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) tentou desqualificar o delator, afirmando que as denúncias são “infundadas” — mesmo diante do vasto material apreendido e dos relatos detalhados entregues à PF.

A defesa de Lulinha e de Antunes não retornou os contatos da reportagem.

O caso reacende questionamentos sobre relações nebulosas entre empresários e figuras próximas ao presidente, repetindo um histórico que já marcou episódios anteriores envolvendo Lulinha. O uso de empresas de fachada, viagens internacionais, pagamentos milionários e suposta influência política compõem um cenário que pressiona ainda mais um governo já fragilizado por denúncias, escândalos e dificuldades de gestão.

A PF continua analisando os documentos, e novos desdobramentos são esperados.

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