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Delegado da PF admite que viagem aos EUA não justificou prisão de Filipe Martins

Delegado da PF admite que viagem aos EUA não justificou prisão de Filipe Martins

Mesmo com provas de que ex-assessor de Bolsonaro permaneceu no Brasil, PF manteve prisão por seis meses por “risco de fuga”

Por: Redação

22/07/2025 às 07:42

EUA não motivou sua prisão preventiva

Foto: Divulgação/Fundação Alexandre Gusmão

O delegado da Polícia Federal Fábio Shor, responsável pela investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, afirmou nesta segunda-feira (21) que a alegada tentativa de fuga de Filipe Martins aos Estados Unidos não foi o motivo determinante para sua prisão preventiva.

Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, ficou detido por seis meses — de fevereiro a agosto de 2024 — sob a alegação de risco de fuga. Segundo a PF, ele teria embarcado com a comitiva de Jair Bolsonaro rumo aos EUA, em dezembro de 2022. No entanto, a defesa apresentou documentos e testemunhos comprovando que Martins permaneceu no Brasil.

Durante depoimento ao STF, Shor declarou que a suposta viagem “não é relevante”, alegando que a prisão se deu por atos para supostamente obstruir a investigação e suprimir provas. “São os atos praticados por ele para ludibriar a investigação, além de atos de supressão de provas”, afirmou.

A fala foi criticada pela defesa. “Shor disse que o motivo da prisão de Filipe Martins não foi sua viagem aos EUA. Não sei se rio ou se choro”, disse o advogado Jeffrey Chiquini nas redes sociais.

Os defensores sustentam que a prisão teve motivação política e foi usada como meio de pressão para que Martins firmasse um acordo de delação premiada, a exemplo do que ocorreu com o tenente-coronel Mauro Cid.

Na semana passada, Cid confirmou que Martins não embarcou com a comitiva presidencial em 30 de dezembro de 2022. O militar revelou ainda que o nome do ex-assessor apareceu apenas em uma lista provisória, que depois foi corrigida.

Apesar disso, a PF sustenta que houve tentativa de forjar a presença de Martins nos EUA. Segundo o delegado, um passaporte supostamente extraviado em 2020 teria sido usado para registrar a entrada de Martins no país, com dados que coincidem com os da comitiva de Bolsonaro.

Shor também afirmou que a movimentação de Martins foi monitorada via aplicativos de transporte e que, embora o sinal de celular indicasse inatividade, o ex-assessor se deslocava por Brasília. “Martins utilizou uma artimanha: a ERB (Estação Rádio Base) dele ficou presa, enquanto ele se deslocava”, disse o delegado.

A defesa, por sua vez, questionou o motivo de a PF não ter se baseado nos dados das ERBs para confirmar a localização do celular. Os advogados acusam a Polícia Federal de omitir provas favoráveis ao réu.

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