Depoimento acusa Lulinha de receber mesada de R$ 300 mil do “Careca do INSS”
Por: Redação
04/12/2025 às 15:14

Foto: Divulgação
Um novo depoimento colhido pela Polícia Federal e encaminhado à CPMI do INSS elevou novamente a temperatura das investigações sobre o esquema de fraudes no instituto de seguridade. Segundo o relato, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria recebido uma espécie de “mesada” mensal de aproximadamente R$ 300 mil do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso desde setembro deste ano.
A denúncia foi feita por Edson Claro, ex-funcionário de Antunes, que afirmou ainda que o operador teria realizado um pagamento único de cerca de R$ 25 milhões a Lulinha. Ele também declarou que ambos realizaram viagens juntos, o que — segundo integrantes da comissão — poderia indicar uma relação mais estreita do que uma simples conexão comercial.
Apesar das acusações, até o momento não foram apresentadas evidências documentais que sustentem os repasses mencionados. Não há, por ora, recibos, contratos, comprovantes de transferência ou movimentações financeiras que confirmem a versão do depoente. A própria CPI ainda não concluiu as oitivas consideradas fundamentais para esclarecer a veracidade do relato.
CPI rejeita convocação de Lulinha
A tensão política aumentou após a comissão rejeitar, por 19 votos a 12, a convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos. Parlamentares governistas argumentaram que não há provas além do testemunho e classificaram a iniciativa como uma tentativa de “politização” da CPI. Já a oposição interpretou a decisão como um gesto de blindagem.
O impasse ocorre em um momento em que o colegiado tenta avançar no mapeamento de possíveis conexões entre o “Careca do INSS” e outras figuras públicas que possam ter se beneficiado do esquema.
O que falta para a denúncia avançar
Para que o caso avance com mais robustez, investigadores e parlamentares apontam três eixos cruciais:
Provas documentais, como extratos financeiros, contratos ou registros de repasses;
Confirmação das viagens em conjunto mencionadas pelo depoente;
Oitiva formal e detalhada de Edson Claro, garantindo sua segurança — ele afirma sofrer perseguições desde que rompeu com Antunes.
Enquanto não houver elementos objetivos, o depoimento segue sendo tratado como denúncia grave, mas ainda não sustentada por provas materiais. A CPI deve decidir nas próximas semanas se insistirá em novas diligências ou se manterá o foco em outros núcleos do esquema investigado.
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