Deputado Nikolas Ferreira protocola pedido de impeachment de Lula
PL acusa presidente de crimes de responsabilidade por crise diplomática com os EUA e aponta violação da Lei de Impeachment
Por: Redação
16/07/2025 às 09:27

Foto: Zeca Ribeiro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) entregou nesta terça-feira (15) ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O requerimento, subscrito por 72 parlamentares, responsabiliza o chefe do Executivo pela recente crise diplomática com os Estados Unidos e invoca a Lei nº 1.079/1950, que disciplina crimes de responsabilidade e o processo de impeachment.
Acusações e fundamentos legais
No documento, Nikolas Ferreira sustenta que Lula cometeu dois crimes de responsabilidade:
- Artigo 5º, inciso VI: celebrar “tratados, convenções ou ajustes que comprometam a dignidade da Nação”, ao apoiar medidas no Brics que desafiam o papel do dólar no comércio internacional sem consulta prévia ao Congresso;
- Artigo 9º, inciso VII: atentar contra a probidade administrativa por atos “incompatíveis com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”, segundo o deputado.
Como exemplos de condutas graves, o pedido cita ainda:
- Não reconhecimento do PCC como organização terrorista, contrariando apelos dos EUA;
- Aproximação com o Irã, inclusive autorizando atracação de navios de guerra, o que teria comprometido a neutralidade brasileira no Oriente Médio;
- Campanha contra o uso do dólar, conduzida pelo bloco Brics sem debate legislativo.
Para Nikolas Ferreira, essas ações “abriram caminho para retaliações econômicas que prejudicam trabalhadores, exportadores e a estabilidade macroeconômica do país”.
Próximas etapas do processo
Se Hugo Motta aceitar o pedido, será instalada uma comissão especial na Câmara, composta de deputados indicados pelos líderes partidários em proporção às bancadas. Após sua instalação:
- Lula terá dez sessões para apresentar defesa por escrito;
- A comissão emitirá parecer recomendando prosseguimento ou arquivamento;
O plenário da Câmara votará o relatório — são necessários 342 votos (dois terços) para aprovação e envio ao Senado.
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