Diddy escapa de prisão perpétua, mas é condenado por crimes sexuais nos EUA
Júri livra magnata do hip-hop de pena perpétua, mas o considera culpado por transporte com fins de prostituição; sentença ainda será definida
Por: Redação
02/07/2025 às 17:12

Foto: EFE/ASHLEY LANDIS
O rapper e empresário Sean "Diddy" Combs, de 55 anos, foi absolvido nesta quarta-feira (2) das acusações mais graves que enfrentava em um julgamento federal nos Estados Unidos, incluindo liderança de rede de tráfico sexual. O veredito do júri, contudo, não livrou o artista de todas as condenações: ele foi considerado culpado por duas acusações de transporte com fins de prostituição.
Os crimes, segundo o processo, envolvem duas mulheres: a cantora Cassie Ventura, ex-namorada de Diddy, e outra vítima identificada no julgamento apenas como “Jane Roe”. Cada uma das acusações pelas quais foi condenado pode resultar em até dez anos de prisão.
A decisão do júri foi anunciada após 14 horas de deliberação e surpreendeu parte da imprensa americana, que aguardava um veredito mais severo. Salas auxiliares do tribunal, preparadas para a alta demanda do público e da mídia, registraram reações emocionadas de apoiadores de Diddy ao anúncio da absolvição parcial.
O rapper agradeceu ao júri e celebrou com a equipe de defesa. Apesar disso, segue detido no Brooklyn enquanto aguarda a sentença. A defesa solicitou a soltura imediata do artista, mas o pedido foi contestado pela Promotoria, que argumentou risco de fuga e classificou Diddy como uma ameaça à sociedade.
O juiz responsável pelo caso, Arun Subramanian, deve decidir nos próximos dias se o réu poderá aguardar a sentença em liberdade sob fiança. A leitura da pena está prevista para as próximas semanas.
Diddy começou a enfrentar acusações federais em setembro do ano passado, quando foi denunciado por crimes como tráfico sexual, transporte com fins de prostituição e conspiração para extorsão. Ele se declarou inocente e nega todas as acusações.
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