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Dino barra intervenção de advogado de Filipe Martins e aciona segurança durante julgamento do “núcleo 2”

Dino barra intervenção de advogado de Filipe Martins e aciona segurança durante julgamento do “núcleo 2”

Ministro interrompe Chiquini ao vivo, impede resposta a Moraes e endurece clima na 1ª Turma; episódio expõe tensão entre defesa e STF no caso da suposta trama golpista

Por: Redação

09/12/2025 às 12:10

Imagem de Dino barra intervenção de advogado de Filipe Martins e aciona segurança durante julgamento do “núcleo 2”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O início do julgamento do chamado núcleo 2 da suposta trama golpista, na 1ª Turma do STF, foi marcado por um episódio tenso envolvendo o presidente do colegiado, Flávio Dino, e o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, ex-assessor internacional do governo Bolsonaro.

Chiquini tentava novamente se manifestar após Alexandre de Moraes rejeitar pedidos da defesa sobre o uso de materiais que haviam sido vetados no dia anterior. Dino interrompeu a intervenção e acionou a segurança, ordenando que o advogado deixasse a tribuna.

“Não lhe foi concedida a palavra. A questão de ordem está indeferida. Vossa Excelência terá direito à sustentação oral”, afirmou Dino, em tom firme, antes de cortar a fala de Chiquini.

Na véspera, Moraes havia vetado parte dos slides e documentos apresentados por Chiquini, classificando-os como “irrelevantes, impertinentes ou tumultuários”, o que motivou a defesa de Filipe Martins a insistir para que o ministro reconsiderasse.

Quando Chiquini tentou responder às negativas de Moraes durante a sessão, Dino considerou que já havia decidido a questão e encerrou a fala — situação incomum em julgamentos do STF e que acirrou a tensão entre defesa e Corte.

Dino acionou a segurança ao perceber a insistência do advogado, gesto que reforça o ambiente de forte controle imposto pela 1ª Turma sobre a defesa.

Para setores da direita jurídica, o episódio simboliza uma falta de paridade de armas no julgamento, especialmente após a defesa denunciar “tutela indevida” da Corte sobre os materiais que pretendia apresentar.

O caso do núcleo 2 envolve acusações amplas da PGR e tem sido marcado por embates entre ministros e advogados — especialmente após a defesa de Filipe Martins apresentar supostas provas inéditas que atribuiriam a autoria da “minuta” não a Martins, mas a Mauro Cid.

Com o episódio desta manhã, o julgamento começa cercado de grande desgaste institucional e críticas quanto à condução da sessão por Dino e Moraes.

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