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Disputa pela vice de Lula se intensifica e divide PT enquanto PSB atua para manter Alckmin

Disputa pela vice de Lula se intensifica e divide PT enquanto PSB atua para manter Alckmin

Declaração do presidente amplia incertezas sobre a chapa de 2026 e reacende pressão de aliados por espaço político

Por: Redação

09/02/2026 às 07:57

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A disputa pela vaga de vice-presidente na chapa que deve buscar a reeleição ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se acirrar após declarações recentes do petista que lançaram dúvidas sobre a manutenção da aliança com o atual vice, Geraldo Alckmin (PSB). Apesar do sinal emitido pelo Planalto, setores do PT e a cúpula do PSB defendem a permanência do ex-governador de São Paulo na chapa presidencial.

Na última quinta-feira (5), Lula afirmou que Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), são nomes relevantes para a composição do palanque governista em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, cujo cenário segue indefinido a cerca de oito meses das eleições.

Em entrevista ao portal UOL, Lula declarou: “Nós temos muito voto em São Paulo e condições de ganhar as eleições. Eu ainda não conversei com Haddad, nem com Alckmin, mas eles sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo. A Simone também tem um papel para cumprir, e ainda não conversei com ela”.

A fala ampliou a corrida interna pela vaga de vice-presidente, hoje cobiçada também por partidos aliados, como o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Uma ala do PT avalia a possibilidade de uma aliança mais ampla com a sigla, mas reconhece resistência interna entre emedebistas. Petistas ouvidos reservadamente afirmam que, se Lula mantiver o favoritismo nas pesquisas, o cenário pode se tornar mais favorável a uma composição.

Entre os nomes citados nesse contexto estão o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), que pretende deixar o governo até o fim de março para disputar o governo de Alagoas, e o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB-PA).

No núcleo petista, há divergências sobre o melhor desenho da chapa. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconhece o peso eleitoral de Alckmin em São Paulo, mas prefere mantê-lo no governo federal. “Ele é estratégico como vice-presidente, ele é estratégico como ministro da Indústria e Comércio e pelo papel que ele cumpriu agora nessa tensão das taxações do governo Trump. Então ele é uma figura pública estratégica para o Brasil”, afirmou.

O ex-ministro José Dirceu (PT-SP), um dos quadros históricos do partido, também defendeu a permanência de Alckmin como vice e sugeriu Haddad como candidato ao governo paulista. “Eu defendo há muito tempo que ele [Haddad] seja o nosso candidato, já que o Geraldo Alckmin, no meu entendimento, deve continuar como vice-presidente. Porque isso foi um pacto político, isso foi uma espécie de um contrato que nós assinamos com a sociedade brasileira, que a aliança entre o Lula e o Alckmin, criaria as condições para nós vencermos a eleição”, declarou.

Do lado do PSB, a disposição é de lutar para manter o espaço na chapa presidencial. Integrantes da legenda avaliam que uma aliança com o MDB dificilmente prosperará e apontam como trunfos a lealdade e o desempenho de Alckmin no governo, especialmente à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O vice ganhou visibilidade recente ao atuar nas negociações relacionadas ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil.

O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette (SP), minimizou as declarações de Lula e reforçou a aposta na continuidade da dobradinha. “Eu não tenho dúvida que Alckmin continua como vice-presidente, por tudo que ele representou na eleição e por tudo que ele fez de desempenho durante o governo. Eu acho que é o desejo dele, e também acho que é a vontade do presidente Lula”, afirmou.

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