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'ECONOMIST': Criticado por isolamento e impopularidade, Lula reage com carta diplomática
'ECONOMIST': Criticado por isolamento e impopularidade, Lula reage com carta diplomática
Revista britânica aponta isolamento internacional e queda de popularidade; Planalto evita confronto direto e ignora temas espinhosos como Milei e Maduro
Por: Redação
01/07/2025 às 07:58

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Diante de críticas da influente revista britânica The Economist, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu recorrer ao velho expediente diplomático: uma carta protocolar a ser enviada à embaixada brasileira em Londres. A resposta, capitaneada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, busca rebater acusações de que Lula teria “perdido influência no exterior” e estaria “cada vez mais impopular no Brasil”.
Na publicação, a Economist questiona o alinhamento do governo brasileiro a regimes como o do Irã e da Venezuela, sugerindo que o país caminha para um isolamento crescente das democracias ocidentais. “A simpatia do Brasil com o Irã deve continuar na cúpula do Brics no Rio, onde o país persa, agora membro do bloco, enviará uma delegação”, diz o texto. O tom da revista contrasta com a resposta burocrática da diplomacia brasileira, centrada apenas na defesa do posicionamento do país em relação aos ataques dos EUA ao Irã.
Na contramão das prioridades geopolíticas do Ocidente, Lula evita condenar ditaduras e recusa diálogo com líderes democraticamente eleitos com os quais diverge ideologicamente, como Javier Milei, presidente da Argentina. A crítica da revista destaca o contraste: “Lula não conversa com Milei por diferenças ideológicas, mas abraçou Nicolás Maduro, autocrata venezuelano, logo após assumir o terceiro mandato”.
A Economist ainda aponta a ausência de pragmatismo do presidente brasileiro nas relações com os EUA. Lula teria se mostrado “relutante” em liderar um esforço regional para responder às políticas anti-imigração e à guerra tarifária do republicano Donald Trump. “O Brasil parece geopoliticamente irrelevante. Lula deveria parar de fingir que importa”, dispara a revista, sugerindo que o país perdeu protagonismo e se ilude com uma influência que já não tem.
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