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Eduardo Bolsonaro afirma que sanção dos EUA contra Moraes foi adiada duas vezes
Eduardo Bolsonaro afirma que sanção dos EUA contra Moraes foi adiada duas vezes
Entrevista foi dada à SBT
Por: Redação
01/07/2025 às 21:55

Foto: SBT News
Em entrevista exclusiva ao SBT, realizada na conferência conservadora CPAC Latina, em Miami, o deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que foram marcadas duas datas para a sanção de sanções do Departamento de Estado dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mas ambas foram adiadas.
Segundo Eduardo, a primeira data foi adiada por “instabilidades políticas” nos Estados Unidos, e a segunda, citou ele, “foi justificada pelo bombardeio de Israel ao Irã”. O deputado sugeriu que o Brasil está se aproximando de regimes ditatoriais e que autoridades brasileiras que “censuram cidadãos ou empresas americanas” estariam sendo alvo das restrições.
Eduardo Bolsonaro descreveu ainda que o decreto americano que restringe vistos a autoridades envolvidas em censura teria sido uma resposta indireta à atuação de Alexandre de Moraes. Ele citou que pedidos de prisão emitidos por Moraes contra cidadãos americanos teriam incentivado essa reação do governo dos EUA.
Durante a entrevista, o deputado também reiterou que a política do STF, sob comando de Moraes, fere o devido processo legal e afronta opositores do governo. Ele acusou o ministro de praticar ativismo judicial e de criar obstáculos para a oposição, lembrando, ainda, acusações de ilegalidades em delações premiadas e mandados de prisão que teriam sido direcionados de forma seletiva.
Eduardo afirmou que, apesar das acusações e dos processos no Brasil, inclusive por suposta obstrução da Justiça, suas declarações e contatos com autoridades estrangeiras são legais e visam chamar atenção para o aumento da interferência judicial na vida política nacional.
Neste domingo, ele comentou ainda a estratégia eleitoral da família Bolsonaro em meio à possibilidade de inelegibilidade de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo disse que, se seu pai não puder concorrer, ele colocará seu nome à disposição para a disputa de 2026, mas ressaltou que esse cenário ainda depende de decisões judiciais.
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