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Eduardo Bolsonaro alertou Jair Bolsonaro sobre recuo dos EUA diante de “anistia light”, diz PF
Eduardo Bolsonaro alertou Jair Bolsonaro sobre recuo dos EUA diante de “anistia light”, diz PF
Deputado teria advertido que medida parcial enfraqueceria pressão internacional sobre o STF; relatório aponta troca de mensagens usada para sustentar pedido de indiciamento
Por: Redação
15/12/2025 às 13:48

Foto: Beto Barata
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) alertou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda em julho, de que os Estados Unidos poderiam recuar no apoio político à família caso o Congresso brasileiro aprovasse uma “anistia light” — isto é, uma anistia parcial aos condenados pelos eventos de 2022. A informação consta em mensagens registradas pela Polícia Federal (PF) em relatório que embasou o pedido de indiciamento de Jair e Eduardo por suposta tentativa de coação no julgamento da chamada trama golpista.
Segundo a PF, em 7 de julho, Eduardo manifestou insatisfação com a estratégia então discutida de votar um projeto sem anistia ampla. Na troca de mensagens, o parlamentar teria afirmado que, se a proposta parcial avançasse, “a última ajuda vinda dos EUA teria sido o post do Trump”, em referência a uma manifestação pública do presidente Donald Trump criticando decisões do STF. Para Eduardo, a aprovação de uma anistia limitada reduziria o incentivo para que Washington mantivesse pressão sobre autoridades brasileiras.
Ainda conforme o relatório, o deputado avaliou que o cenário de “anistia light” desmobilizaria o apoio internacional e aconselhou o pai a buscar outras opiniões antes de seguir adiante. A leitura feita por aliados é que a advertência refletia uma análise estratégica sobre a dinâmica política externa, e não uma tentativa de interferência indevida.
O episódio ganhou novo contexto após a aprovação do PL da Dosimetria pela Câmara, que reajusta critérios de progressão de regime e dosimetria, com impacto direto sobre condenações relacionadas aos atos de 2022. O texto ainda depende do Senado Federal. Dias depois da votação, o governo Trump anunciou a retirada do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa da lista de sanções da Lei Magnitsky, movimento interpretado por analistas como sinal de descompressão diplomática.
Para interlocutores do campo conservador, a mensagem atribuída a Eduardo Bolsonaro antecipa com precisão a reação internacional e evidencia sua atuação como ponte política no diálogo com lideranças dos EUA. Já críticos do governo Lula apontam que o caso expõe a sensibilidade externa de decisões internas e reforça a necessidade de coerência legislativa para evitar ruídos diplomáticos.
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