Eduardo Bolsonaro amplia articulação na Europa contra Alexandre de Moraes
Deputado reforça contatos com partidos conservadores e nacionalistas europeus após campanha bem-sucedida nos Estados Unidos
Por: Redação
15/09/2025 às 21:06

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) intensificou, no fim de semana, sua aproximação com lideranças da direita nacionalista europeia. Em postagens nas redes sociais, ele direcionou mensagens de apoio ao partido espanhol Vox e ao polonês Lei e Justiça (PiS), ampliando a campanha internacional contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a ofensiva em Washington — que resultou na aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes e na suspensão de vistos a autoridades brasileiras — Eduardo e o empresário e jornalista Paulo Figueiredo agora miram o continente europeu. O objetivo, segundo eles, é denunciar o que classificam como abusos do ministro do STF.
Em uma das mensagens, Eduardo parabenizou o eurodeputado Dominik Tarczynski, do PiS, por sua atuação “pró-liberdade”, destacando sua defesa de pautas conservadoras no Parlamento Europeu. Em outra publicação, voltada ao Vox, escreveu: “Nenhum ditador ficará impune, nós venceremos”.
Em vídeo gravado em espanhol, o parlamentar chamou Moraes de “tirano” e citou decisões que considera autoritárias, como a condenação do ex-deputado Daniel Silveira, da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos e do empresário Cleriston Pereira da Cunha — que morreu na prisão. Também mencionou o bloqueio da rede social X e a suspensão de contas da Starlink, de Elon Musk.
A articulação inclui parlamentares conservadores da Finlândia, Portugal, França, Grécia, além de Polônia e Espanha. Um pedido de sanções contra Moraes foi assinado por 16 eurodeputados. “A União Europeia não deve ficar de braços cruzados enquanto Moraes continua a usar o sistema judiciário brasileiro como arma contra seus oponentes políticos e viola descaradamente os direitos humanos”, declarou Tarczynski no X.
Segundo a DW Brasil, os eurodeputados enviaram carta à União Europeia pedindo medidas contra Moraes, alegando violações de direitos humanos e uso do Judiciário como instrumento de perseguição política.
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