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Eduardo Bolsonaro diz que Trump pode aplicar sanções contra Alexandre de Moraes ainda nesta sexta

Eduardo Bolsonaro diz que Trump pode aplicar sanções contra Alexandre de Moraes ainda nesta sexta

Deputado articula nos EUA em defesa de anistia e afirma que Lei Magnitsky pode ser usada contra ministro do STF

Por: Redação

25/07/2025 às 13:20

Deputado afirma que Trump tem "arsenal" de sanções a Moraes, inclusive lei que impede transações financeiras que passem pelos EUA

Foto: Divulgação

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode aplicar ainda nesta sexta-feira (25) a chamada Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, se confirmada, incluiria sanções como o congelamento de bens em território americano e a proibição de transações financeiras envolvendo instituições dos EUA.

A declaração foi feita em entrevista à revista Oeste, durante viagem de Eduardo aos Estados Unidos. O parlamentar tem buscado apoio político e diplomático em defesa de Jair Bolsonaro, investigado por suposta tentativa de golpe de Estado, e contra decisões do Judiciário brasileiro.

“O Trump tem um arsenal na mesa dele e pode ter certeza, ele não utilizou esse arsenal todo. Caso venha, talvez até hoje, quem sabe, Deus queira, a Lei Magnitsky contra o Alexandre de Moraes. Esse vai ser só mais um capítulo dessa novela, não será o último”, disse o deputado.

A possível sanção seria a segunda medida contra Moraes em menos de duas semanas. Na semana passada, o ministro teve o visto de entrada nos EUA revogado. O caso ganhou repercussão internacional e aumentou a tensão entre bolsonaristas e o Judiciário.

Eduardo também responsabilizou o ministro por sanções indiretas ao Brasil. Em sua narrativa, Trump teria elevado tarifas sobre produtos brasileiros — o chamado tarifaço de 50% — como forma de pressionar o país por conta de supostas violações de liberdades individuais. O ex-presidente americano tem feito seguidas declarações em apoio a Jair Bolsonaro, alegando perseguição política e comparando o caso a uma “caça às bruxas”.

O deputado defendeu novamente a aprovação da lei da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 como uma condição para reduzir as tensões com os EUA. Ele também citou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), como possíveis próximos alvos de retaliação internacional.

“Davi Alcolumbre não está nesse estágio ainda, mas certamente está no foco do governo americano. Ele tem a possibilidade agora de não ser sancionado se não der respaldo ao regime. O Hugo Motta também, porque na Câmara tem a novidade da lei da anistia. Se o Brasil não conseguir pautar a anistia e o impeachment do Alexandre de Moraes, a coisa ficará ruim”, afirmou.

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