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Eduardo reage a articulações e afirma que não permitirá que tratem Bolsonaro como “carniça política”

Eduardo reage a articulações e afirma que não permitirá que tratem Bolsonaro como “carniça política”

Deputado federal diz que não aceitará “oportunistas” tentando se aproveitar do momento político para enfraquecer o movimento conservador

Por: Redação

07/10/2025 às 09:40

Imagem de Eduardo reage a articulações e afirma que não permitirá que tratem Bolsonaro como “carniça política”

Foto: Al Drago/Bloomerang

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta segunda-feira (6) que não permitirá “confabulações” políticas que visem tratar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como uma “carniça política a ser rapinada por abutres”.

A declaração foi feita nas redes sociais, num momento em que cresce a especulação sobre divisões dentro da direita e possíveis tentativas de substituir a liderança de Bolsonaro na corrida eleitoral de 2026.

“Não abdiquei de tudo, não arrisquei minha vida para deixar o primeiro oportunista da ocasião aproveitar o momento e implodir tudo. Essas confabulações que visam tratar meu pai como uma carniça política a ser rapinada não irão prosperar. Não deixarei”, escreveu o parlamentar.

 

Defesa da base conservadora

Eduardo reforçou que continua comprometido com o movimento populista nacional liderado por seu pai desde 2018, que, segundo ele, representa o sentimento do homem comum e o antagonismo à elite política e midiática.

“Bolsonaro é o mesmo de 2018 — o que foi tratado como perdedor pela imprensa, pelos ‘especialistas’ e pela elite política. Mas o povo brasileiro sabe quem realmente o representa”, afirmou o deputado.

 

Contexto político

As declarações ocorrem após declarações públicas e bastidores indicarem que partidos e grupos conservadores estudam lançar novos nomes para disputar o eleitorado da direita, caso Jair Bolsonaro permaneça inelegível.

Dentro do PL e de partidos aliados, há movimentações de lideranças regionais que enxergam espaço para renovar a imagem da direita, o que tem sido interpretado por aliados mais próximos da família Bolsonaro como uma tentativa de esvaziar a influência política do ex-presidente.

 

Firmeza contra traições internas

Eduardo Bolsonaro deixou claro que não aceitará traições ou acordos de conveniência, e reiterou que sua prioridade é manter a unidade da direita sob a liderança de Jair Bolsonaro.

“Até serem derrotados, eles inventarão mil alternativas. Mas o povo está atento e saberá diferenciar os que realmente defendem o Brasil daqueles que só querem se aproveitar da força do nosso movimento”, declarou o parlamentar.

O discurso reforça o papel de Eduardo como principal articulador político e porta-voz da ala mais fiel ao bolsonarismo, em um cenário de crescente disputa pela herança eleitoral da direita.

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