“Em SP e no Brasil, lugar de bandido é na cadeia”, diz Tarcísio
Câmara aprova Marco Legal de Combate ao Crime Organizado por ampla maioria; proposta segue para o Senado
Por: Redação
19/11/2025 às 08:30

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), celebrou nesta terça-feira (18) a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei antifacção, relatado pelo deputado federal e secretário paulista de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP-SP).
Em publicação no X (antigo Twitter), Tarcísio afirmou que a medida representa uma virada histórica na política de segurança pública brasileira:
“Vitória do povo brasileiro no Congresso. A aprovação do Marco Legal da Segurança Pública, relatado pelo nosso secretário Derrite, é um passo decisivo para asfixiar o crime organizado. Acabou a impunidade. Lugar de bandido é na cadeia.”
A fala ecoa o discurso defendido por governadores e parlamentares de direita, que há meses pressionam o Congresso pela adoção de uma legislação mais dura contra facções criminosas, milícias e organizações paramilitares.
Aprovação expressiva na Câmara
O texto foi aprovado por 370 votos a 110, com três abstenções, uma diferença considerada ampla até mesmo para pautas de consenso. Embora a proposta tenha sido encaminhada formalmente pelo governo federal, o relatório de Derrite — com endurecimento de penas e novos mecanismos de combate ao crime — foi determinante para garantir apoio majoritário da Casa.
Agora, o projeto segue para análise do Senado Federal.
O que muda com o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado
O projeto cria uma legislação unificada e mais rígida para enfrentar facções criminosas. Entre os principais pontos:
🔹 Penas mais duras
- Prisão de 20 a 40 anos para o crime de domínio social estruturado, aplicado a organizações criminosas ou milícias privadas.
- 12 a 20 anos + multa para quem favorecer esse domínio.
🔹 Banco Nacional de Dados
Criação de um sistema nacional e interoperável para identificar membros de organizações ultraviolentas, com integração entre bancos estaduais e federal.
🔹 Perdimento de bens imprescritível
Os bens apreendidos poderão ser perseguidos para sempre, independentemente do tempo decorrido — um dos pontos mais duros do texto.
🔹 Conceito de “organização criminosa ultraviolenta”
Termo é inserido para evitar brechas jurídicas e interpretações subjetivas.
🔹 Destinação dos bens apreendidos
- Nos casos investigados por forças estaduais: Fundo de Segurança Pública do estado
- Com participação da PF: Fundo Nacional de Segurança Pública
🔹 Audiências de custódia por videoconferência
Passam a ser realizadas preferencialmente de forma virtual, exceto quando o juiz fundamentar decisão contrária.
A aprovação é considerada uma das maiores derrotas recentes para o campo progressista, que pediu adiamento do texto e questionou pontos considerados “duros demais”. Derrite e Tarcísio, por outro lado, celebraram a vitória política e simbólica contra o crime organizado.
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