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Empresa dona de jatinhos vira peça-chave em cerco da Justiça a Vorcaro

Empresa dona de jatinhos vira peça-chave em cerco da Justiça a Vorcaro

Viking Participações cresce de forma acelerada, acumula ativos de luxo e entra no radar judicial após colapso do Banco Master

Por: Redação

27/03/2026 às 07:21

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Foto: Divulgação

A rápida expansão da Viking Participações passou a ser alvo da Justiça após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por corrupção e crimes contra o sistema financeiro. Em menos de uma década, a empresa saiu de uma estrutura discreta para movimentar centenas de milhões de reais, acumulando imóveis de alto padrão e aeronaves executivas.

Autoridades avaliam que a companhia pode ter sido utilizada como instrumento de blindagem patrimonial em meio à crise do Banco Master — instituição que acabou liquidada pelo Banco Central após denúncias de fraude e deixou um rombo estimado em R$ 50 bilhões.

Documentos judiciais apontam que a Viking já participava de operações consideradas suspeitas antes mesmo da aquisição do Banco Máxima, em 2019, posteriormente rebatizado como Master. Há indícios de que a empresa também tenha sido usada para capitalizar o banco.

Na última semana, a Justiça determinou medidas para impedir a dissipação de bens ligados à empresa. A decisão do juiz Adler Batista de Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências de São Paulo, incluiu protestos sobre três aeronaves avaliadas em mais de R$ 250 milhões e dois imóveis de alto padrão na capital paulista.

O objetivo é preservar o patrimônio para eventual ressarcimento de credores afetados pela quebra da instituição financeira.

“Os indícios apresentados corroboram a tese de que a requerida (Viking Participações Ltda.) possa ter atuado como veículo de interposição para a ocultação de recursos. Destaca-se a documentação que aponta a aquisição de ativos de luxo, como aeronaves e imóveis de alto padrão na capital paulista, formalmente registrados em nome da sociedade ré, mas supostamente vinculados e usufruídos pelo ex-controlador da instituição financeira liquidanda”, afirmou o magistrado.

Entre os ativos identificados estão jatos executivos de alto valor. Um deles, um Gulfstream GV-SP adquirido por cerca de R$ 120 milhões, possui autonomia para voos intercontinentais. Outro, um Dassault Falcon 7X avaliado em R$ 116,7 milhões, chegou a ser utilizado por Vorcaro em tentativa de deixar o país antes de sua prisão. Há ainda um terceiro modelo, o Falcon 2000, com valor de mercado superior a R$ 40 milhões.

Além das aeronaves, a investigação alcança imóveis de luxo. Um triplex de mais de 1.000 m² no Itaim Bibi, ainda em construção, entrou no radar após a Polícia Federal identificar tentativas de transferência no mesmo dia da primeira prisão do empresário. Outro apartamento, também na região, foi localizado em nome da empresa.

A defesa de Vorcaro não comentou as decisões judiciais até o momento.

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