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Empresa investigada pela PF por desvios no Dnit recebeu R$ 418 milhões via emendas, incluindo “orçamento secreto”
Empresa investigada pela PF por desvios no Dnit recebeu R$ 418 milhões via emendas, incluindo “orçamento secreto”
Construtora alvo de operação no Amapá foi beneficiada por parlamentares de diversos estados; maior parte dos recursos veio de emendas de bancada e relator
Por: Redação
23/07/2025 às 08:52

Foto: Reprodução/PF
A LCM Construção, alvo de investigação da Polícia Federal por supostos desvios de verbas no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá, acumula um histórico milionário de repasses públicos. Desde 2016, a empresa já recebeu R$ 418 milhões em recursos oriundos de emendas parlamentares, incluindo R$ 71 milhões do polêmico “orçamento secreto” — apelido dado às emendas de relator por sua baixa transparência.
Os dados constam no Portal da Transparência e cobrem o período entre dezembro de 2016 e maio de 2025. O maior montante, R$ 276 milhões, veio de emendas de bancada, apresentadas por grupos de parlamentares de estados como Roraima, Rondônia, Paraíba, Paraná e Amapá — este último, epicentro da atual investigação.
Outros R$ 69 milhões foram enviados à empresa via emendas de comissão, em sua maioria destinadas ao Dnit. Os recursos, quando detalhados, indicam aplicação em obras de manutenção ou adequação de trechos rodoviários. Apenas seis repasses tiveram outro destino orçamentário que não o Dnit.
A operação da PF, deflagrada recentemente, levanta suspeitas sobre um esquema de direcionamento de obras públicas financiadas com verba parlamentar, muitas delas oriundas de um modelo que escapa à fiscalização rigorosa. A prática, segundo críticos, transforma o orçamento público em moeda de troca política entre congressistas e empresas com acesso privilegiado.
A revelação reforça o alerta sobre a fragilidade nos mecanismos de controle de emendas, especialmente quando envolvem o Dnit — historicamente alvo de denúncias por favorecimentos e contratos suspeitos. O caso também lança luz sobre o uso de verbas públicas por meio de alianças político-partidárias que ultrapassam fronteiras ideológicas e geográficas.
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