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Empresa investigada por ligação com o PCC era registrada como centro educacional, aponta investigação
Empresa investigada por ligação com o PCC era registrada como centro educacional, aponta investigação
Polícia Civil de São Paulo afirma que companhia era utilizada para administrar plataforma de apostas ilegais e movimentar recursos de suposta organização criminosa
Por: Redação
29/07/2026 às 07:11

Foto: Divulgação
A empresa ASX Participações e Tecnologia, investigada pela Polícia Civil de São Paulo por suposta participação em um esquema de exploração de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tinha como atividade registrada na Receita Federal a operação de um "centro de educação e plataforma pedagógica".
A companhia pertence aos empresários Sandro Caliari e Varlei Ramos da Silva. Caliari também é proprietário da Aposte Fácil, empresa autorizada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) a operar apostas de quota fixa.
Segundo a investigação, a ASX Participações adquiriu a plataforma clandestina "Black Vegas" por R$ 1 milhão, valor que teria sido parcelado em 25 prestações de R$ 40 mil. De acordo com a Polícia Civil, a plataforma era utilizada para a exploração de jogos de azar não autorizados, como o chamado "jogo do tigrinho" e o jogo do bicho, além de servir para a lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Os investigadores afirmam que a sede da empresa funcionava como centro operacional do esquema. Durante o cumprimento de mandados de busca, foram apreendidos cadernos com anotações financeiras, documentos relacionados às plataformas de apostas e registros sobre o fornecimento de máquinas de pagamento.
Em relatório da investigação, a Polícia Civil afirmou que havia indícios de incompatibilidade entre a atividade formal registrada pela empresa e a estrutura encontrada no local.
Segundo a corporação, a ASX "poderia não exercer atividade compatível com seu objeto social formal" e estaria voltada à administração financeira e operacional da suposta organização criminosa responsável pela exploração de jogos de azar e movimentação dos recursos obtidos com a atividade.
Como resultado da operação, a força-tarefa determinou o sequestro de 76 imóveis e o bloqueio de mais de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos de pessoas físicas e jurídicas investigadas.
Ainda conforme a Polícia Civil, durante a operação foram encontrados cerca de R$ 500 mil em dinheiro vivo escondidos em um veículo utilizado por Sandro Caliari. Ele e Varlei Ramos da Silva permanecem presos preventivamente desde o fim de maio, no âmbito das investigações.
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