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Entidades sob investigação tentaram burlar INSS com fraudes ainda maiores, aponta CGU
Entidades sob investigação tentaram burlar INSS com fraudes ainda maiores, aponta CGU
Associações usaram softwares e áudios para forjar autorização de descontos em benefícios; governo investiga tentativa de enganar sistema mesmo após denúncias
Por: Redação
31/07/2025 às 08:41

Foto: Rafa Neddermeyer/Agencia Brasil
Seis entidades associativas já envolvidas na “farra do INSS” agora são alvo de novas investigações por parte da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo os órgãos, essas instituições teriam tentado forjar documentos para justificar os descontos indevidos feitos em aposentadorias e pensões, prática que vem sendo chamada nos bastidores de “fraude da fraude”.
De acordo com as apurações, as associações contrataram softwares para simular assinaturas eletrônicas de beneficiários que haviam denunciado os débitos como irregulares. Estão na mira da CGU: Amar Brasil Clube de Benefícios, AASAP, ANDDAP, CENAP.ASA, CONAFER e outras duas entidades que tentaram validar os descontos por meio de gravações de áudio — prática sem validade jurídica segundo o próprio INSS.
Uma das associações, a Ambec, chegou a usar um áudio com o nome errado da beneficiária como “prova” de autorização. No entanto, o INSS reforça que apenas documentos físicos — identidade, termo de filiação e autorização formal — são aceitos como comprovação legal.
Ainda segundo o instituto, ao identificar inconsistências ou indícios de falsidade, os processos são encaminhados para auditoria interna, e as entidades são notificadas a devolver os valores cobrados de forma irregular. Se a devolução não for feita, os aposentados são orientados a buscar medidas judiciais.
Autoridades que acompanham o caso avaliam que a tentativa das associações de recorrer a áudios e documentos sem validade apenas reforça a suspeita de que muitas delas não possuem autorização real para realizar os descontos.
As devoluções começaram a ser feitas na última semana, mas os beneficiários afetados poderão apresentar reclamações até novembro deste ano. Em casos de contestação, os aposentados são notificados via aplicativo Meu INSS ou pelos Correios e podem declarar que não reconhecem as assinaturas. A partir daí, o caso segue para nova auditoria da CGU e do INSS.
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