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Escritório da esposa de Moraes já defendeu Banco Master, alvo de operação da PF
Escritório da esposa de Moraes já defendeu Banco Master, alvo de operação da PF
Relação profissional envolve Viviane Barci, dois filhos do ministro e instituição comandada por Daniel Vorcaro, preso na investigação
Por: Redação
18/11/2025 às 22:57

Foto: RICARDO STUCKERT/PR
O escritório Barci de Moraes, que tem entre seus integrantes Viviane Barci — esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes — e dois filhos do magistrado, já prestou serviços jurídicos ao Banco Master, instituição que se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal nesta semana. O proprietário do banco, Daniel Vorcaro, foi preso na segunda-feira (17) sob suspeita de crimes financeiros.
A informação foi revelada por fontes ligadas ao Master e reproduzida originalmente em abril pelo jornal O Globo. Embora não tenham sido detalhados valores ou processos específicos, a instituição confirmou que Viviane Barci atuou em ações envolvendo o banco. Consulta ao sistema do STF, entretanto, não identificou processos da banca diretamente vinculados ao Master.
Viviane Barci aparece como advogada em 31 processos públicos no Supremo, segundo levantamento feito nesta terça-feira (18). Apenas um segue em andamento, e nenhum está relacionado ao banco agora investigado. Após sofrer sanções do governo dos Estados Unidos pela Lei Global Magnitsky, em setembro, ela reformulou sua atuação profissional e criou um novo escritório com a filha Giuliana.
Operação mira fraude bilionária
A PF prendeu Vorcaro e outros executivos em investigação que apura suposta gestão fraudulenta, emissão de títulos de crédito falsos e possível organização criminosa envolvendo a venda de ativos do Banco Master ao BRB. Os títulos, suspeitos de serem problemáticos, teriam sido repassados ao BRB e posteriormente trocados sem avaliação técnica adequada. O Banco Central já havia reprovado parte da operação por risco de contaminação financeira.
As revelações elevam questionamentos sobre potenciais conflitos de interesse envolvendo o entorno de ministros do Supremo e instituições privadas submetidas a fiscalização judicial, num cenário político já marcado por desconfiança nas relações entre autoridades e grandes grupos econômicos.
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