Esquerda acusa governo do Rio de “violência simbólica” após megaoperação
PT, Psol e PCdoB acionam STF e atacam ação policial na Penha e no Alemão; governo fluminense diz que facções devem ser tratadas como terrorismo
Por: Redação
14/11/2025 às 07:56

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Os partidos de extrema esquerda PT, Psol e PCdoB apresentaram manifestação ao STF acusando o governo do Rio, comandado por Cláudio Castro (PL), de praticar “violência simbólica” contra familiares dos mortos na megaoperação policial realizada nas favelas da Penha e do Alemão, no fim de outubro. A ofensiva faz parte da ADPF das Favelas, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo os partidos, o Estado teria “dificultado o acesso aos corpos” e promovido “intimidação” às famílias, inclusive atribuindo ao Bope um “cortejo em forma de menosprezo”.
O texto diz:
“A violência simbólica contra as famílias das vítimas desse massacre continua a ser perpetrada, com a imposição de medidas que visam dificultar o acesso aos corpos.”
“Intimidação promovida pelo Bope às famílias que se encontravam às portas do IML (…) em menosprezo à dor daqueles que aguardavam para ter acesso aos seus filhos, maridos e pais mortos.”
A narrativa das siglas de esquerda, no entanto, ignora que a operação foi desencadeada contra grupos fortemente armados, responsáveis por confrontos constantes na região, e que o enfrentamento às facções — muitas delas com ligações com crime interestadual — é uma das principais demandas da população fluminense.
Na semana passada, Alexandre de Moraes atendeu aos partidos e a ONGs e determinou que o governo Castro preserve todas as imagens das câmeras corporais, envie laudos necroscópicos e apresente relatórios de inteligência policial. Ele também suspendeu um inquérito que investigava moradores que removeram corpos da mata, prejudicando a perícia.
Castro pediu mais cinco dias para cumprir as ordens do ministro.
Nesta quarta-feira (12), Cláudio Castro participou de sessão solene no Congresso em homenagem à operação que desarticulou grupos criminosos na Penha e no Alemão. Em discurso firme, defendeu que facções sejam tratadas como grupos terroristas, alinhando-se à bandeira defendida por parlamentares da direita e da bancada da segurança.
A posição de Castro contrasta com o discurso petista, que busca enquadrar ações policiais como abusos estatais — uma visão amplamente criticada por especialistas em segurança pública e por moradores que convivem com a violência das facções.
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