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EUA dizem que operação na Venezuela foi ação policial contra narcotráfico, não guerra

EUA dizem que operação na Venezuela foi ação policial contra narcotráfico, não guerra

Embaixador na ONU afirma que captura de Maduro respeita o Estado de Direito e visa proteger o hemisfério de redes criminosas internacionais

Por: Redação

05/01/2026 às 14:45

Imagem de EUA dizem que operação na Venezuela foi ação policial contra narcotráfico, não guerra

Foto: Kayla Bartkowski/Getty Images, FILE

O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Mike Waltz, afirmou nesta segunda-feira (5) que a operação conduzida por Washington na Venezuela não configura guerra nem ocupação militar, mas sim uma ação policial internacional voltada à prisão de um narcotraficante acusado de crimes graves. Segundo ele, o alvo da operação foi o ditador Nicolás Maduro, que responderá à Justiça em Nova York.

A declaração foi feita durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, convocada após críticas de governos alinhados ao regime venezuelano. Waltz foi enfático ao afirmar que os EUA não agiram contra o povo venezuelano, mas contra uma liderança acusada de transformar o Estado em instrumento do crime organizado.

“Não há guerra contra a Venezuela ou seu povo. Não estamos ocupando um país. Trata-se de uma operação das forças policiais para prender um narcotraficante, que agora será julgado nos Estados Unidos de acordo com o Estado de Direito”, declarou o diplomata.

Segundo Waltz, Maduro é acusado de facilitar o envio de enormes quantidades de drogas ilegais aos Estados Unidos e a outros países do hemisfério, em parceria com organizações classificadas como terroristas. Entre os grupos citados estão o Hezbollah, redes ligadas ao Irã e cartéis internacionais de drogas.

“O ditador venezuelano se tornou incrivelmente rico explorando a miséria do seu povo e causando sofrimento a americanos, venezuelanos e cidadãos de diversos países”, afirmou.

Autoridades americanas apontam Maduro como líder do Cartel de los Soles, recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional, o que fundamentou juridicamente a ação para sua captura e julgamento em território norte-americano.

O embaixador também destacou que a Venezuela detém as maiores reservas de energia do mundo, hoje sob controle de um regime autoritário associado a adversários estratégicos dos Estados Unidos. Segundo ele, esses recursos não beneficiam a população venezuelana, mas são apropriados por oligarcas e utilizados para financiar redes criminosas e alianças hostis ao Ocidente.

A operação, segundo Washington, busca restaurar a legalidade internacional, proteger a segurança do hemisfério e abrir caminho para uma futura reconstrução institucional da Venezuela, após décadas de autoritarismo, corrupção e colapso econômico.

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