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EUA dobram recompensa por captura de Nicolás Maduro, acusado de narcoterrorismo
EUA dobram recompensa por captura de Nicolás Maduro, acusado de narcoterrorismo
Presidente da Venezuela é considerado ameaça à segurança nacional americana; governo Trump eleva valor para US$ 50 milhões
Por: Redação
08/08/2025 às 10:19

Foto: Reprodução
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (7) o aumento para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) da recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. A medida foi anunciada pela procuradora-geral Pam Bondi, que classificou Maduro como “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.
A recompensa — já elevada, mas com pouca efetividade prática até agora — dobrou em relação ao valor anterior, de US$ 25 milhões, estipulado em janeiro. O Departamento de Justiça e o Departamento de Estado afirmam que Maduro representa uma ameaça direta à segurança nacional dos EUA, e o acusam de envolvimento em diversas atividades criminosas, incluindo:
- Conspiração com o narcoterrorismo
- Tráfico internacional de drogas
- Importação de cocaína aos EUA
- Associação com organizações terroristas estrangeiras
“Ele utiliza organizações terroristas estrangeiras para trazer drogas letais e violência ao nosso país”, afirmou Bondi.
Cartel de los Soles e apoio de regimes autoritários
O líder venezuelano é apontado como comandante do Cartel de los Soles, classificado recentemente como organização terrorista internacional. Segundo o governo americano, já foram apreendidos mais de US$ 700 milhões em bens ligados a Maduro, incluindo dois jatos e nove veículos de luxo.
As autoridades dos EUA também interceptaram 30 toneladas de cocaína associadas ao grupo, sendo quase 7 toneladas diretamente conectadas a Maduro. Parte da droga, segundo a procuradora, teria sido misturada com fentanil, substância altamente letal envolvida na crise de opioides nos EUA.
Apesar das acusações e provas, Maduro segue blindado por acordos diplomáticos com potências autoritárias, como Rússia, China e Irã, e mantém controle sobre o aparato estatal venezuelano. Não há, até o momento, um pedido formal de prisão internacional.
Além de Maduro, os EUA também oferecem recompensas por Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça, e por Vladimir Padrino López, ministro da Defesa da Venezuela.
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