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EUA intensificam combate ao narcotráfico e realizam novo ataque contra barco próximo à Venezuela
EUA intensificam combate ao narcotráfico e realizam novo ataque contra barco próximo à Venezuela
Ação determinada por Donald Trump faz parte da ofensiva americana contra cartéis de drogas no Caribe e amplia pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.
Por: Redação
04/10/2025 às 09:30

Foto: Alan Santos /PR
Os Estados Unidos realizaram mais um ataque militar contra uma embarcação de tráfico de drogas no Mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela. A operação foi autorizada pessoalmente pelo presidente Donald Trump e anunciada nesta sexta-feira (3) pelo secretário de Guerra Pete Hegseth.
“Sob ordens do presidente Trump, coordenei um ataque letal e cinético contra uma embarcação narcotraficante ligada a organizações terroristas”, declarou Hegseth na rede X.
De acordo com o secretário, quatro narcoterroristas foram mortos durante a ação. A embarcação, que navegava em águas internacionais, transportava “quantidades substanciais de narcóticos” com destino aos Estados Unidos. Hegseth afirmou que os serviços de inteligência confirmaram a ligação direta do grupo com redes criminosas que operam no tráfico internacional.
“Esses ataques continuarão até que as ameaças ao povo americano cessem”, completou o secretário, destacando que as operações no Caribe fazem parte de uma estratégia de segurança nacional para proteger o território americano de drogas e terrorismo transnacional.
O episódio é o quinto ataque anunciado pelo governo americano desde o final de agosto, quando Trump determinou o envio de oito navios de guerra e um submarino nuclear à região. A ofensiva conta ainda com caças F-35 posicionados em Porto Rico, prontos para missões contra os cartéis.
A ação faz parte da guerra declarada contra o narcotráfico, política que o presidente Trump vem defendendo desde seu retorno à Casa Branca, como uma resposta direta ao aumento das rotas de drogas vindas da América do Sul.
Organizações internacionais e a ONU têm questionado a legalidade das operações, mas Washington sustenta que os ataques ocorrem em águas internacionais e visam proteger cidadãos americanos.
O regime de Nicolás Maduro reagiu com irritação. O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, acusou os EUA de “provocação” e “ameaça à soberania nacional”, alegando que aviões americanos sobrevoaram áreas próximas ao litoral do país.
A escalada de tensões ocorre em um momento de isolamento crescente do governo Maduro e de aproximação entre Caracas e regimes aliados da Rússia e do Irã. Para analistas militares, as ações de Trump representam uma reafirmação do poder americano na região, retomando o protagonismo dos EUA no combate ao narcotráfico e no enfrentamento a governos hostis à democracia.
Enquanto isso, a opinião pública americana tem mostrado apoio majoritário à política de “tolerância zero” contra cartéis e grupos paramilitares que lucram com o tráfico internacional.
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