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EUA questionam permanência na OEA e criticam omissão diante de crises na Venezuela e no Haiti
EUA questionam permanência na OEA e criticam omissão diante de crises na Venezuela e no Haiti
Subsecretário Christopher Landau afirma que organização perdeu sentido ao se mostrar ineficaz frente a violações promovidas por Maduro e instabilidade no Caribe
Por: Redação
26/06/2025 às 19:30

Foto: Divulgação
Durante discurso na Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada nesta quinta-feira (26) em Antígua e Barbuda, o subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, fez duras críticas à atuação do órgão multilateral e colocou em dúvida a continuidade da participação americana. Ele afirmou que, diante da inércia frente a crises graves como as da Venezuela e do Haiti, a existência da OEA precisa ser revista.
“Se somos incapazes de responder ou remediar uma situação em que um regime ignora abertamente as normas internacionais e ameaça a integridade territorial de seu vizinho, então devemos nos perguntar: que sentido tem esta organização?”, declarou Landau, referindo-se à disputa entre Venezuela e Guiana sobre a região do Essequibo.
Segundo Landau, o governo dos Estados Unidos, sob determinação do presidente Donald Trump, está conduzindo uma revisão crítica da permanência do país em organismos internacionais — e a OEA está na lista. “Para ser franco, não tenho clareza se posso prever como esta revisão terminará”, afirmou.
O diplomata citou como exemplo a falta de reação da OEA à recente reeleição de Nicolás Maduro na Venezuela, classificada por ele como uma “fraude descarada”, apesar das denúncias da oposição e da comunidade internacional. Landau destacou que o opositor Edmundo González Urrutia teria vencido as eleições e possuía provas para comprovar isso.
“Ao que parece, a organização não fez nada substancial. A resposta da OEA foi nula”, disparou. Ele também lembrou que milhares de refugiados venezuelanos buscaram abrigo em diversos países do continente, enquanto a crise humanitária segue sem solução.
A fala de Landau intensifica o debate sobre a relevância da OEA e a necessidade de reformulação de seu papel diante de regimes autoritários e colapsos democráticos na América Latina.
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