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Ex-assessor de Moraes afirma que foi orientado a monitorar apenas pessoas da direita
Ex-assessor de Moraes afirma que foi orientado a monitorar apenas pessoas da direita
Em entrevista na Itália, ex-servidor do TSE diz ter provas de abusos durante eleições e acusa Moraes de usar estrutura oficial para perseguir adversários políticos Perguntar ao ChatGPT
Por: Redação
31/07/2025 às 08:03

Foto: Reprodução/Instagram/edutagliaferro
Em entrevista à revista Timeline, publicada nesta quarta-feira (30), o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro, fez graves acusações contra o magistrado. Segundo ele, as ordens recebidas durante as eleições de 2022 tinham um único alvo: adversários do campo político conservador.
"Eu tenho bastante coisa… tem algumas coisas fraudulentas, ele vai assistir e ele sabe do que eu estou falando", disse Tagliaferro, ao sugerir que manteve arquivos que deveria ter deletado por ordem do gabinete. Atualmente morando na Itália, o ex-servidor afirma que pretende denunciar os supostos abusos cometidos por Moraes à comunidade internacional.
Monitoramento seletivo
Tagliaferro chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED), criada em 2022 pelo TSE para supostamente combater fake news durante o processo eleitoral. De acordo com o ex-assessor, no entanto, o trabalho da AEED era direcionado:
“Só recebi ordens para monitorar e criar relatórios de pessoas ligadas à direita”, afirmou durante a entrevista aos jornalistas Luís Ernesto Lacombe e Allan dos Santos.
Ele também afirmou que há um “grande conluio” em Brasília entre membros do Judiciário, Ministério Público e outros órgãos, o que, segundo ele, permitiria ações coordenadas e sem a devida separação de funções.
Investigado no Brasil
Desde 2024, Eduardo Tagliaferro é investigado pela Polícia Federal sob a acusação de violar sigilo funcional ao repassar conversas internas do TSE à imprensa. Apesar disso, ele alega que sua intenção sempre foi denunciar irregularidades e que, agora no exterior, poderá fazê-lo com mais segurança.
Segundo ele, até mesmo a Procuradoria-Geral da República (PGR) estaria envolvida no esquema que, segundo suas palavras, visa suprimir opositores políticos sob a justificativa de combate à desinformação.
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