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Ex-assessor de Moraes denuncia “plano de poder” no STF e critica perseguição à direita
Ex-assessor de Moraes denuncia “plano de poder” no STF e critica perseguição à direita
Eduardo Tagliaferro afirma que Corte vive clima de vigilância interna e projeta eleições de 2026 sob “controle judicial”
Por: Redação
30/09/2025 às 22:06

Foto: Alejandro Zambrana/TSE
Fora do Brasil e alvo de pedido de extradição, Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, quebrou o silêncio em entrevista. Ele denunciou o que classifica como um “plano de poder” em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relatou práticas de vigilância interna e afirmou que está preparado para ser preso ou extraditado.
“O que está em andamento não vai parar com a minha prisão, nem com a minha morte”, declarou ao Gazeta do Povo.
Chefe de gabinete de Moraes por anos, Tagliaferro disse que existia dentro do STF um “mutirão de perseguição à direita” ligado aos julgamentos dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, decisões eram tomadas com base em ideologia política, antes mesmo da audiência de custódia.
Para o ex-assessor, a atual configuração da Corte não representa uma mudança de rumos. “A nova presidência não muda nada. Já se falava que Moraes seria o próximo presidente do Supremo, como parte de uma lógica de poder, não de mérito jurídico”, afirmou.
Tagliaferro também acusou o tribunal de abrigar delatores internos e um esquema informal de vigilância. “Funcionários entregavam informações de outros órgãos e instituições para agradar superiores. Isso era estimulado”, contou.
Ao falar sobre Alexandre de Moraes, foi categórico: “Moraes é mau. Não é só autoritário, ele é mau. A Lei Magnitsky é pouco perto do que ele representa”.
Segundo ele, parlamentares como Carla Zambelli, Bia Kicis, Daniel Silveira e o ex-presidente Jair Bolsonaro eram tratados como prioridades absolutas em relatórios internos. “Era uma verdadeira obsessão. Tudo que se referia a eles era priorizado como se fosse questão de Estado.”
Tagliaferro também fez previsões sobre o futuro político do país. Em sua avaliação, o processo eleitoral de 2026 já estaria comprometido. “O que está sendo preparado é um modelo de controle total. Censura, decisões monocráticas, desmonetizações. As eleições não serão limpas”, afirmou.
Ele acrescentou que há planos nos bastidores para inviabilizar juridicamente candidaturas conservadoras.
“Não vão permitir que um projeto conservador volte ao poder por vias democráticas.”
Atualmente na Itália, Tagliaferro diz não ter recebido notificação oficial de extradição, mas admite viver em alerta.
“Zero contato, zero procura. Se houvesse um pedido real em curso, eu já teria sido abordado em Roma”, relatou.
Apesar disso, afirma estar preparado.
“Prisão, extradição, exílio: tudo isso eu avaliei. Já estou psicologicamente pronto. Porque isso não é mais sobre mim, é sobre o Brasil.”
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