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Ex-assessor de Moraes teme ser assassinado e detalha suposto “gabinete do ódio” no STF e TSE
Ex-assessor de Moraes teme ser assassinado e detalha suposto “gabinete do ódio” no STF e TSE
Eduardo Tagliaferro afirma que guarda provas de irregularidades e denuncia monitoramento de críticos do governo; CPI da Vaza Toga deve investigar o caso
Por: Redação
19/08/2025 às 10:29

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, afirmou nesta terça-feira (19) que teme por sua vida após revelar supostas irregularidades dentro do STF e do TSE. Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, Tagliaferro disse estar fora do país, mas ressaltou que não está seguro e que pode ser perseguido ou assassinado.
Segundo ele, durante seu trabalho no tribunal, havia orientação para apagar conversas de WhatsApp, mas decidiu preservá-las por considerá-las provas de condutas irregulares. As denúncias se conectam às investigações jornalísticas conhecidas como Vaza Toga, que sugerem a existência de um “gabinete do ódio” dentro do STF e TSE, com monitoramento de conservadores e críticos do governo.
Tagliaferro comparou o ambiente no TSE a “um filme de terror, driblando as ações de um psicopata” e negou ter manipulado documentos, afirmando que apenas compilava títulos, links e datas das publicações. Ele ainda revelou que ouviu da chefe de gabinete de Moraes que o ministro teria intenção de disputar a Presidência da República em 2030.
No Congresso, o senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou pedido de criação da CPI da Vaza Toga, que investigará:
Compartilhamento de recursos humanos entre STF e TSE;
Compartilhamento de informações fora das hipóteses legais;
Emissão de ordens possivelmente ilegais a servidores;
Produção de relatórios administrativos contra pessoas determinadas;
Compartilhamento de informações com órgãos investigativos fora da lei;
Atuação administrativa além dos limites legais.
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