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Ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil por mês em propina por meio de pizzaria e empresas de fachada

Ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil por mês em propina por meio de pizzaria e empresas de fachada

Stefanutto, indicado pelo governo Lula, é suspeito de integrar esquema bilionário que desviou recursos de aposentados

Por: Redação

13/11/2025 às 22:07

Imagem de Ex-presidente do INSS recebia R$ 250 mil por mês em propina por meio de pizzaria e empresas de fachada

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Polícia Federal afirma que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso na nova fase da Operação Sem Desconto, recebia uma mesada de R$ 250 mil em propina paga pela Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares). Os repasses, segundo a investigação, eram mascarados através de empresas de fachada, incluindo uma imobiliária e até uma pizzaria.

Documentos da PF indicam que Stefanutto era identificado nas planilhas internas do esquema como “Italiano”. Os pagamentos teriam aumentado após ele assumir a presidência do INSS no governo Lula.

A Polícia Federal aponta que a Conafer arrecadou R$ 688 milhões com descontos indevidos aplicados sobre aposentadorias — fraude revelada pelo Metrópoles e aprofundada pelas investigações.

“O valor mensal de sua propina aumentou para R$ 250 mil após assumir a Presidência do INSS. Seus pagamentos provinham diretamente do escoamento da fraude em massa da Conafer”, diz o relatório policial.

A PF afirma que quase todos os pagamentos ocorreram entre junho de 2023 e setembro de 2024, com um repasse isolado em outubro de 2022.

Os valores eram disfarçados como honorários de consultoria e assessoria técnica e enviados por empresas ligadas ao operador financeiro Cícero Marcelino de Souza Santos.

 

Fraude pode chegar a R$ 6,3 bilhões

Stefanutto já havia sido afastado judicialmente na primeira fase da operação, acusado de negligência e conivência com entidades que continuavam descontando valores abusivos de aposentados — muitas vezes sem autorização.

Mesmo após o escândalo vir à tona, as entidades conseguiram descontar mais R$ 2 bilhões, e apenas uma delas teve acordo cancelado durante a gestão de Stefanutto.

A PF estima que o rombo total pode chegar a R$ 6,3 bilhões.

Agora, além dos crimes investigados anteriormente, Stefanutto passou a ser formalmente investigado por corrupção passiva — acusação que reforça o caráter sistêmico do esquema.

A operação mira não apenas operadores financeiros, mas agentes públicos e políticos que teriam permitido a continuidade das fraudes que atingiram milhões de aposentados em todo o país.

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