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Exército recua e mantém Mauro Cid agregado à Força enquanto aguarda decisão do STF
Exército recua e mantém Mauro Cid agregado à Força enquanto aguarda decisão do STF
Militares evitam constrangimento interno e só concederão férias após eventual extinção da pena no inquérito do 8 de janeiro
Por: Redação
20/11/2025 às 11:03

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O Exército Brasileiro decidiu suspender o plano de conceder férias ao tenente-coronel Mauro Cid e resolveu agregá-lo novamente à Força, mantendo-o na ativa, mas sem expediente.
No início de novembro, após o STF concluir o julgamento relacionado ao inquérito do 8 de janeiro, a Força havia informado que Cid receberia 60 dias de férias. O objetivo, segundo a apuração do texto, era evitar o constrangimento de reintegrá-lo ao dia a dia militar após ele ter delatado colegas de farda — situação que gerou forte desconforto interno.
Exército muda de posição diante das restrições impostas pelo STF
A decisão foi revista porque Cid ainda cumpre medidas restritivas impostas pelo Supremo Tribunal Federal, como recolhimento noturno, restrição de horários e proibição de viagens ao exterior.
Segundo a avaliação interna, o militar não poderia exercer plenamente suas funções enquanto estiver sob tais limitações. Por isso, a Força publicou uma portaria nesta semana determinando sua agregação, mecanismo que mantém o militar vinculado ao Exército, porém sem atuação operacional.
Mauro Cid foi condenado a dois anos de prisão, pena prevista no acordo de colaboração firmado anteriormente. Contudo, como já passou um período em prisão preventiva, sua defesa solicitou ao STF a extinção completa da pena, o que pode alterar novamente sua situação funcional caso seja aceito.
Movimento mostra cautela das Forças Armadas
A postura do Exército revela o cuidado da instituição em evitar novos atritos internos e, ao mesmo tempo, esperar uma definição final do STF antes de implementar qualquer medida definitiva sobre Cid.
Para especialistas, a decisão reforça que as Forças Armadas buscam preservar sua hierarquia e rotina, evitando expor um oficial que ainda enfrenta restrições jurídicas — muitas delas contestadas por apoiadores que consideram as decisões do Supremo excessivas.
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