Fachin arquiva ação que pedia suspeição de Toffoli no caso Master
Redistribuição do processo para André Mendonça esvaziou pedido apresentado após relatório da PF
Por: Redação
22/02/2026 às 19:22

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, arquivou a ação que pedia a suspeição do ministro Dias Toffoli no chamado caso Master. A decisão foi tomada depois que a condução do processo passou para outro integrante da Corte, tornando sem objeto o pedido.
A arguição de suspeição foi apresentada após a Polícia Federal entregar a Fachin um relatório com menções a Toffoli extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens citavam conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, relacionadas ao pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá.
Conforme relatado no texto publicado (página 2 do documento), em 12 de janeiro, no auge da crise, os dez ministros do STF se reuniram no gabinete da presidência e decidiram pelo afastamento de Toffoli da condução do caso. Ainda naquela noite, o sistema da Corte sorteou André Mendonça como novo relator.
Com a redistribuição, a ação que questionava a imparcialidade de Toffoli perdeu efeito, já que ele deixou de atuar no processo.
Em nota divulgada após a reunião — reproduzida no material (página 3) — os ministros manifestaram solidariedade a Toffoli e registraram que, “a pedido do ministro Dias Toffoli”, e considerando “os altos interesses institucionais”, a presidência acolheu a comunicação para promover a redistribuição dos feitos sob sua relatoria.
O arquivamento formalizado por Fachin consolida esse entendimento processual: sem atuação de Toffoli no caso, não haveria mais fundamento para analisar a suspeição.
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