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Filho de Marcinho VP, rapper Oruam é indiciado por ligação com o Comando Vermelho
Filho de Marcinho VP, rapper Oruam é indiciado por ligação com o Comando Vermelho
Artista é acusado de associação para o tráfico e de ter interferido em operação da Polícia Civil que visava apreender um menor foragido
Por: Redação
22/07/2025 às 09:27

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta terça-feira (22) o indiciamento do rapper Oruam — nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno — por associação ao Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do país. O anúncio foi feito pelo secretário de Polícia Civil do estado, delegado Felipe Curi, após o artista tentar impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um menor de idade foragido, em uma comunidade da capital fluminense.
Filho do traficante Marcinho VP, apontado como liderança nacional do CV, Oruam é acusado de associação para o tráfico de drogas, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato. O caso ganhou repercussão nacional após o cantor e seus aliados reagirem à ação policial e incitarem confrontos contra os agentes, inclusive nas redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, o menor procurado, conhecido como “Menor Piu”, estava escondido na casa do rapper e é considerado um dos principais ladrões de veículos do estado. Durante a operação, Oruam teria alertado seus seguidores nas redes sociais, convocando apoio imediato. O tumulto no local permitiu que o menor escapasse após uma confusão generalizada, onde até pedras foram arremessadas contra os policiais.
“O que temos hoje é uma comprovação clara da ligação direta de Oruam com o Comando Vermelho. Ele não é apenas um artista periférico. Ele é um criminoso faccionado que presta reverência a líderes do tráfico e que usou sua popularidade para impedir uma ação legal do Estado”, afirmou o delegado Curi em entrevista.
O artista, que possui tatuagens em homenagem a criminosos como Elias Maluco e seu próprio pai, reagiu à operação com vídeos nas redes sociais, desafiando as forças de segurança e se escondendo posteriormente no Complexo da Penha.
O episódio reacende o debate sobre o uso da influência de figuras públicas ligadas ao crime organizado e o esvaziamento da autoridade policial em áreas dominadas por facções. Parlamentares e analistas de segurança pública defendem medidas mais duras contra celebridades que promovem, direta ou indiretamente, a cultura do crime, algo que cresce sob a vista grossa de setores ideologizados do Estado.
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