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Filipe Martins nega envolvimento com 'minuta do golpe' e acusa Mauro Cid de mentir ao STF
Filipe Martins nega envolvimento com 'minuta do golpe' e acusa Mauro Cid de mentir ao STF
Em depoimento, ex-assessor de Bolsonaro refuta delação do coronel e fala em “minuta fantasma” usada para justificar acusações políticas
Por: Redação
24/07/2025 às 22:30

Foto: Reprodução/YouTube
Réu na ação que investiga o chamado "Núcleo 2" da suposta trama golpista, o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins afirmou, nesta quinta-feira (24), ao Supremo Tribunal Federal (STF), que não participou da elaboração de qualquer documento golpista e acusou o tenente-coronel Mauro Cid, delator do processo, de “contar mentiras”.
Em depoimento contundente, Martins disse desconhecer a existência da chamada minuta do golpe – que, segundo a acusação, previa medidas como estado de sítio e prisão de autoridades para reverter o resultado das eleições de 2022. Ele classificou o documento como uma "minuta fantasma", cuja existência concreta nunca foi comprovada, e destacou que nem ele nem sua defesa tiveram acesso a qualquer versão formal do suposto texto.
“Não existe nenhum documento com 10 páginas. O colaborador [Mauro Cid] confirmou isso. Posso afirmar: não tive contato com nenhuma minuta, nem neste processo, nem fora dele”, afirmou Martins.
A delação de Mauro Cid, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o coloca como parte de um grupo que teria participado da elaboração do texto ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Martins nega: “O coronel delator tem contado mentiras”.
O ex-assessor também afirmou que não participou da reunião do dia 7 de novembro de 2022, citada por Cid, quando, segundo a denúncia, teria havido a leitura dos “considerandos” da minuta. "Nunca me reuni com comandantes militares. Não houve consulta, não participei de nenhuma reunião sobre esse assunto", declarou.
Martins é acusado de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano ao patrimônio público e abolição do Estado Democrático de Direito, mas sua defesa aponta que as acusações se sustentam em narrativas frágeis e sem provas materiais.
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