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Flávio Bolsonaro aciona TCU e pede investigação sobre repasses do MEC a empresa ligada à ex-nora de Lula
Flávio Bolsonaro aciona TCU e pede investigação sobre repasses do MEC a empresa ligada à ex-nora de Lula
Senador aponta influência indevida, crescimento atípico da empresa e conexões familiares com o presidente
Por: Redação
19/11/2025 às 09:12

Foto: LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido formal para investigar os repasses do Ministério da Educação (MEC) à empresa Life Tecnologia Educacional, ligada a Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula. A solicitação inclui a suspensão de novos pagamentos até a conclusão da auditoria.
Carla Ariane foi alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada. Segundo a revista Veja, quem recebeu os agentes na residência da empresária foi Cláudio Lula da Silva, filho do presidente e ex-marido de Carla — informação destacada por Flávio na representação como indício de que a ex-nora ainda mantém proximidade com a família presidencial.
O senador afirma que Carla, apesar de não ter cargo público, chegou a participar de reuniões privadas no MEC com o ministro Camilo Santana, sem registro na agenda oficial. Para Flávio, isso demonstra acesso privilegiado e uma possível influência sobre contratos. A Polícia Federal também identificou que a empresária viajou “ao menos duas vezes a Brasília com passagens custeadas pelo dono da Life”.
Conexões com o entorno de Lula
Flávio Bolsonaro cita ainda o vínculo entre Kalil Bittar, representante da empresa e alvo de mandado de busca, com a família Lula. Kalil é irmão de Fernando Bittar, coproprietário do sítio de Atibaia, e foi sócio de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) na Gamecorp, ambas figuras já mencionadas em investigações da Operação Lava Jato.
Crescimento explosivo e suspeitas de superfaturamento
Segundo o senador, a Life Tecnologia Educacional apresentou crescimento exponencial: seu capital social saltou de R$ 300 mil (2022) para R$ 34 milhões (2024) — um aumento de 113 vezes. Investigadores afirmam que o avanço estaria ligado à obtenção de contratos públicos influenciados por Carla Ariane.
Flávio também menciona possível superfaturamento na venda de livros ao MEC: cada unidade teria sido comprada por R$ 2,56 e revendida ao governo por R$ 41,50 — valor 16 vezes maior.
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