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Flávio Bolsonaro intensifica articulação para provar competitividade e unir centro-direita
Flávio Bolsonaro intensifica articulação para provar competitividade e unir centro-direita
Pré-candidato herda força simbólica do bolsonarismo, enfrenta ceticismo inicial e busca consolidar frente ampla conservadora
Por: Redação
09/12/2025 às 07:42

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A entrada oficial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial de 2026 redesenhou o tabuleiro político e recolocou Jair Bolsonaro no centro estratégico da direita. Ungido pelo pai como representante do campo conservador, Flávio agora trabalha para convencer partidos de centro-direita e mercado financeiro de que tem competitividade real contra Lula (PT) nas urnas.
Apesar do entusiasmo imediato de militantes e aliados mais próximos, setores do MDB e outros partidos de centro ainda demonstram ceticismo. Um interlocutor ouvido pelo jornal afirma que a candidatura de Flávio “não tem força” se pesquisas mostrarem grande diferença frente ao petista.
Em agenda em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas reiterou sua lealdade a Bolsonaro e declarou apoio explícito a Flávio:
“O Flávio vai contar com a gente. Ele tem grande responsabilidade e se junta a nomes como Zema e Caiado. O que precisamos é afastar o que está aí.”
— declarou Tarcísio, referindo-se ao governo Lula.
Para analistas, o gesto foi calculado: ao apoiar Flávio, Tarcísio reforça a unidade da direita e evita a narrativa de divisão dentro do bloco conservador.
O mercado financeiro reagiu negativamente ao anúncio da pré-candidatura, devido ao desejo de parte dos investidores por um nome visto como mais “moderado”, como Tarcísio. A instabilidade inicial levou a queda da Bolsa e alta do dólar, sinalizando preocupação com a possibilidade de um Lula 4 caso a direita não se una.
Para conter resistências, Flávio marcou reuniões com lideranças do PL, PP e União Brasil — como Valdemar Costa Neto, Ciro Nogueira e Antonio Rueda — em busca de apoio formal.
O “preço político” mencionado por aliados para eventual retirada de Flávio, caso necessário, seria a anistia que devolve os direitos políticos a Bolsonaro — tema central da articulação nacional.
O especialista Ismael Almeida afirma que a decisão de Bolsonaro “altera completamente o cenário político”, recuperando o protagonismo do ex-presidente e obrigando a centro-direita a se reorganizar:
“O centrão tentou isolar Bolsonaro, mas o jogo virou. A próxima jogada é do grupo de Bolsonaro, não do centro.”
— destaca Almeida.
Ele ressalta que a candidatura de Flávio emerge justamente da incerteza sobre a aprovação da anistia até 2027. Se a anistia não avançar, Flávio segue candidato — mesmo sob resistência inicial de setores do mercado.
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