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Flávio e Eduardo Bolsonaro se reúnem com Netanyahu em conferência contra o antissemitismo em Israel
Flávio e Eduardo Bolsonaro se reúnem com Netanyahu em conferência contra o antissemitismo em Israel
Parlamentares criticam postura do governo Lula na política externa, defendem reaproximação com Israel e anunciam compromissos para eventual governo a partir de 2027
Por: Redação
27/01/2026 às 08:44

Foto: Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se reuniram, na segunda-feira (26), com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.
Após o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou ter sido uma “grande honra” conversar com Netanyahu em meio ao cenário de tensões na região. Segundo o senador, ele destacou ao premiê que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não fala pela maioria do povo brasileiro” ao adotar posições que, na avaliação do parlamentar, aproximam o governo de grupos considerados terroristas.
Durante a conversa, Flávio também apresentou ao primeiro-ministro compromissos políticos para um eventual governo futuro. Entre eles, afirmou que pretende retomar integralmente as relações comerciais entre Brasil e Israel a partir de 2027, alegando que acordos foram interrompidos por motivações ideológicas da atual gestão federal. O senador declarou ainda que, se eleito presidente, pretende transferir a Embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém ainda em 2027.
Ao final do encontro, Flávio entregou a Netanyahu uma camisa do Palmeiras, enviada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, gesto simbólico destacado pelo parlamentar nas redes sociais.
A participação de Eduardo Bolsonaro ocorreu no mesmo dia. Em sua fala na conferência, o ex-deputado criticou o governo Lula por não classificar facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, como organizações terroristas. Também acusou o Brasil de reduzir a cooperação com os Estados Unidos sob o governo do presidente Donald Trump.
Eduardo repudiou ainda a saída do Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), ocorrida em julho de 2025. O país havia atuado como observador na organização em 2021, durante o governo Bolsonaro. Para o ex-deputado, a decisão representa um retrocesso na política educacional e na preservação da memória histórica.
“Não há justificativa para o Brasil, sob o governo Lula, se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto”, afirmou Eduardo. “Por que rejeitar a educação sobre o Holocausto em um país que abriga a segunda maior população judaica da América Latina?”, questionou.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo classificou o encontro com Netanyahu como “muito especial”. Flávio Bolsonaro deve discursar oficialmente na conferência nesta terça-feira (27.jan.2026).
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