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“Fora, Hugo Motta”, diz apresentadora que ganha R$ 100 mil da EBC

“Fora, Hugo Motta”, diz apresentadora que ganha R$ 100 mil da EBC

Cissa Guimarães participa de ato político, ataca presidente da Câmara e expõe alinhamento ideológico em canal mantido com recursos públicos

Por: Redação

15/12/2025 às 07:39

Imagem de “Fora, Hugo Motta”, diz apresentadora que ganha R$ 100 mil da EBC

Foto: Reprodução/Instagram

A atriz e apresentadora Cissa Guimarães, atualmente à frente do programa Sem Censura, da TV Brasil, republicou neste domingo (14) um vídeo em suas redes sociais no qual pede abertamente a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A manifestação reacendeu críticas sobre o uso político de cargos em emissoras públicas, especialmente em um contexto de forte alinhamento ideológico entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e o governo federal.

Cissa participou de um ato realizado no Rio de Janeiro contra a anistia dos condenados pelos eventos de 8 de janeiro e compartilhou registros da manifestação, que contou com apresentações de artistas como Caetano Veloso. Em um dos vídeos, a apresentadora aparece discursando de forma enfática contra Hugo Motta, misturando palavras de ordem políticas com pautas identitárias.

“Sem anistia! Acabou o feminicídio! Fora, Hugo Motta! Democracia! Estamos aqui, o povo carioca, exigindo os nossos direitos. E não é só o povo carioca, é o Brasil inteiro. Fora, Hugo Motta!”, declarou.

A manifestação ganhou ainda mais repercussão pelo fato de Cissa Guimarães ser funcionária de uma emissora estatal. Em 2025, a EBC elevou o salário da apresentadora de R$ 70 mil para R$ 100 mil mensais, valor pago com recursos públicos. O aumento ocorreu no mesmo período em que a comunicadora passou a ter atuação política explícita nas redes sociais e em eventos alinhados à esquerda.

Cissa assumiu o comando do Sem Censura em 2024, após deixar a TV Globo, onde trabalhou por 46 anos. Sua ida para a TV Brasil ocorreu no segundo ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um movimento visto por críticos como parte da reocupação ideológica das estatais de comunicação.

Segundo a EBC, o contrato com a produtora responsável pelo programa foi ampliado nesta nova temporada sob a justificativa de aumento dos serviços prestados. O Sem Censura vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 16h, com reprise às 23h30.

Criado em 1985, o Sem Censura passou por diversas reformulações ao longo dos anos. O programa chegou a ser suspenso em janeiro de 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas foi retomado semanas depois pela própria direção da EBC, já com mudanças editoriais.

Sob comando de Alan Rapp e apresentação de Marina Machado, o programa assumiu um formato mais voltado ao jornalismo político, com viés progressista, rompendo com o perfil plural que marcou sua trajetória histórica.

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