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Funcionários tratam Toffoli como “dono” em resort com jogos de azar no Paraná

Funcionários tratam Toffoli como “dono” em resort com jogos de azar no Paraná

Hotel ligado à família do ministro do STF abriga máquinas de apostas e mesas de cartas

Por: Redação

21/01/2026 às 08:46

Imagem de Funcionários tratam Toffoli como “dono” em resort com jogos de azar no Paraná

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Um resort de alto padrão no interior do Paraná tornou-se centro de controvérsia após divulgação que funcionários do local tratam o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli como se fosse o proprietário do empreendimento, apesar de seu nome não constar oficialmente nos registros societários. O hotel, conhecido na região como “resort do Toffoli”, abriga máquinas de apostas e mesas de jogos de cartas, incluindo práticas vedadas pela legislação brasileira quando há uso de dinheiro.

Localizado em Ribeirão Claro, às margens da represa de Xavantes, o resort Tayayá mantém um espaço reservado à jogatina com 14 máquinas de vídeo loteria — modalidade autorizada pelo governo estadual —, mas que opera de forma semelhante a caça-níqueis. Além disso, foram identificadas mesas para jogos de cartas com apostas, incluindo blackjack, atividade proibida no Brasil em ambientes presenciais com dinheiro envolvido.

Segundo relatos colhidos no local, não há controle efetivo de acesso à área de jogos, e crianças chegaram a circular próximas às máquinas enquanto adultos apostavam. Funcionários afirmaram à reportagem que o ministro é tratado internamente como dono do empreendimento e que sua presença no local é frequente. Toffoli mantém uma casa dentro do complexo, além de uma embarcação atracada no píer do resort; outra residência é utilizada por um de seus irmãos.

O histórico societário do empreendimento levanta ainda mais questionamentos. O resort foi construído por familiares de Toffoli e, posteriormente, teve participações transferidas para um advogado ligado ao grupo J&F. Em outro momento, um fundo com investimento de Fabiano Zettel, empresário e cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, adquiriu ações do hotel. O detalhe chama atenção porque Toffoli é relator de investigações no STF que envolvem o Banco Master e já analisou processos relacionados ao grupo J&F.

No fim de 2025, o resort foi fechado para um evento privado com familiares e convidados do ministro, com mobilização total da equipe. O encontro contou com artistas e com a presença do ex-jogador Ronaldo Nazário, que, segundo relatos, participou da abertura da área de jogos. Ronaldo atua profissionalmente no pôquer, modalidade permitida no país, mas o contexto reforçou a associação do local com atividades de apostas.

No âmbito judicial, Toffoli acompanhou, em 2020, o entendimento do STF que autorizou os estados a explorarem vídeo loterias, decisão que não liberou jogos de cartas com apostas em dinheiro. Ainda assim, práticas desse tipo foram registradas no resort, conforme a apuração jornalística.

Procurado, o advogado do empreendimento negou a existência de jogos ilegais, afirmando que as máquinas operam com autorização estadual e que as mesas de cartas seriam apenas para lazer, sem apostas. Dias Toffoli não respondeu aos questionamentos.

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