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Gilmar Mendes assume relatoria de ação que questiona revogação do aumento do IOF
Gilmar Mendes assume relatoria de ação que questiona revogação do aumento do IOF
Psol pede suspensão do decreto legislativo que anulou medida do governo; disputa entre Executivo, Legislativo e Judiciário esquenta no STF
Por: Redação
27/06/2025 às 23:50

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Gilmar Mendes será o relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada nesta sexta-feira (27) pelo Psol no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação questiona a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 176/2025, que revogou os decretos do governo Lula que elevavam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Inicialmente, o Psol havia solicitado que a relatoria ficasse com Alexandre de Moraes, responsável por outra ADI que discute a suspensão de decretos legislativos, mas o pedido foi negado. Na petição, o partido argumenta que o Congresso ultrapassou seus limites constitucionais ao anular um decreto presidencial, ferindo o princípio da separação dos Poderes.
Segundo o Psol, a Constituição atribui à Presidência da República, por meio do artigo 153, a competência exclusiva para alterar as alíquotas do IOF. A legenda sustenta que o Legislativo teria usado indevidamente o artigo 49, que permite suspender atos do Executivo somente quando estes ultrapassam os limites da lei — situação que, segundo o partido, não ocorreu neste caso.
A ação ainda alerta para os riscos institucionais e econômicos da interferência legislativa, como a desorganização da política econômica, a insegurança tributária e a ameaça à estabilidade fiscal do país. O partido pede a suspensão imediata dos efeitos do decreto legislativo via medida cautelar, a ser referendada pelo plenário do STF.
A movimentação ocorre no mesmo dia em que o presidente Lula anunciou o encaminhamento de ação ao Supremo contra a derrubada do aumento do IOF, reforçando o clima de tensão entre os Três Poderes. A Advocacia-Geral da União (AGU) já solicitou informações técnicas ao Ministério da Fazenda para embasar a defesa do Executivo.
A revogação do IOF aconteceu na quarta-feira (25.jun), com ampla maioria tanto na Câmara (383 votos a favor e 98 contra) quanto no Senado, que aprovou a medida em votação simbólica. A derrota foi considerada a mais significativa sofrida pelo governo Lula e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no terceiro mandato presidencial, e representa também uma mensagem clara do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao Planalto.
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