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Gilmar Mendes sai em defesa de Moraes no caso Banco Master e fala em “instituições funcionando”

Gilmar Mendes sai em defesa de Moraes no caso Banco Master e fala em “instituições funcionando”

Ministro do STF minimiza contatos de Moraes com presidente do Banco Central, apesar de suspeitas, contratos milionários e investigação sobre fraude bilionária

Por: Redação

23/12/2025 às 09:58

Imagem de Gilmar Mendes sai em defesa de Moraes no caso Banco Master e fala em “instituições funcionando”

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, saiu publicamente em defesa do colega Alexandre de Moraes após a revelação de que o magistrado manteve contatos diretos com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, para tratar de assuntos relacionados ao Banco Master.

Questionado sobre a atuação de Moraes, Gilmar afirmou ter “absoluta confiança” na conduta do colega e declarou não enxergar qualquer irregularidade nos contatos, apesar da repercussão política e institucional do caso. Para ele, o episódio demonstraria que os mecanismos do Estado funcionaram, uma vez que houve intervenção do Banco Central, investigações e prisões.

“O Banco Master é um sinal de que as instituições estão funcionando. O Banco Central interveio, houve investigação e prisões”, declarou Gilmar a jornalistas, adotando tom de normalidade diante de um caso que vem sendo tratado por críticos como sensível e atípico.

As declarações ocorrem após reportagens apontarem que Alexandre de Moraes teria feito ao menos quatro contatos — três por telefone e um presencial — com Galípolo, em um momento em que o Banco Central já havia identificado indícios graves de irregularidades na instituição financeira. Técnicos da autarquia detectaram suspeitas de fraude envolvendo cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos transferidos do Banco Master para o BRB, com uso de títulos considerados inexistentes ou sem lastro.

As irregularidades levaram à abertura de investigação pela Polícia Federal e culminaram na prisão do controlador do banco, Daniel Vorcaro, além de outros executivos.

O caso ganhou ainda mais repercussão por envolver um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci, que poderia render cerca de R$ 130 milhões ao longo de três anos, com pagamentos mensais superiores a R$ 3 milhões. O contrato previa atuação junto ao Banco Central, Receita Federal, Cade e Congresso Nacional — justamente os espaços institucionais envolvidos no caso.

Até o momento, Alexandre de Moraes e Gabriel Galípolo não se manifestaram publicamente sobre o teor e a extensão dos contatos.

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