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“GilmarPalooza” na mira: Partido Chega investiga influência de ministro do STF em Portugal
“GilmarPalooza” na mira: Partido Chega investiga influência de ministro do STF em Portugal
Evento luxuoso de Gilmar Mendes em Lisboa, com presença de autoridades brasileiras, levanta suspeitas de tráfico de influência e escancara conivência do governo Lula com o Judiciário.
Por: Redação
23/06/2025 às 16:00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O partido português Chega, de orientação nacionalista e populista de direita, anunciou que iniciará uma investigação própria sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Gilmar Mendes. A decisão foi revelada nesta semana pelo líder da legenda, André Ventura, que afirma ter recebido diversas denúncias envolvendo o que classifica como a “rede de interesses, influência e patrimônio” do magistrado em solo português.
A ofensiva de Ventura coincide com a aproximação de mais uma edição do controverso evento informalmente batizado de “GilmarPalooza” — um encontro promovido anualmente por Mendes em Lisboa, sob o pretexto de seminários jurídicos, mas marcado por jantares requintados, turismo de luxo e bastidores políticos.
“O governo Lula e seus aliados fizeram de Portugal um abrigo de conveniências, onde a democracia brasileira parece ter licença para se esvaziar”, declarou Ventura, em tom incisivo. “Esse tempo, no que depender do Chega, vai acabar.”
Luxo e conluio à sombra da toga
Criado sob o disfarce de encontros acadêmicos como o Fórum Jurídico de Lisboa — organizado por entidades ligadas ao próprio ministro, como a FGV e o IDP —, o “GilmarPalooza” se tornou sinônimo de articulação política longe dos olhos do público e da imprensa. O evento conta com a presença recorrente de ministros do STF, parlamentares, empresários e membros do governo federal, muitos deles com processos em andamento na Justiça brasileira.
No ano passado, imagens de banquetes regados a vinho, passeios exclusivos e confraternizações entre magistrados e figuras do Executivo e do setor privado viralizaram nas redes, gerando críticas de promiscuidade institucional e questionamentos sobre quem banca os custos — frequentemente associados a entidades públicas ou patrocinadores privados com interesses no Brasil.
Diplomacia em xeque, transparência em falta
A iniciativa do Chega não apenas lança holofotes sobre o comportamento de membros do Judiciário brasileiro no exterior, como também pressiona o governo Lula, cada vez mais acusado de tolerar — e, por vezes, incentivar — uma relação opaca entre os poderes. A proximidade da nova edição do evento, marcada para os dias 2 a 7 de julho em Lisboa, reacende o debate sobre o papel do STF e seu suposto distanciamento dos princípios republicanos de imparcialidade e austeridade.
Com a investigação agora ultrapassando fronteiras, Gilmar Mendes e seus encontros de verão colocam não só o Judiciário brasileiro sob escrutínio, mas também revelam as fragilidades éticas de um governo que se diz democrático, mas se mantém em silêncio diante de alianças incômodas.
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