Início
/
Notícias
/
Brasil
/
"Gilmarpalooza": Fórum de Lisboa reúne elite do poder brasileiro em evento com gastos públicos
"Gilmarpalooza": Fórum de Lisboa reúne elite do poder brasileiro em evento com gastos públicos
Evento organizado pelo ministro Gilmar Mendes virou palco para alianças discretas e gastos públicos controversos
Por: Redação
30/06/2025 às 09:20

Foto: Andressa Anholete/STF
A 13ª edição do Fórum Jurídico de Lisboa, apelidado nos bastidores de Brasília como “Gilmarpalooza”, volta a reunir uma expressiva cúpula do poder brasileiro — ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), membros do governo Lula, parlamentares influentes e governadores — para debater temas como inteligência artificial, direito e democracia. O encontro ocorre entre 3 e 5 de julho na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal.
Organizado pelo ministro Gilmar Mendes, sócio do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), o evento tem tradição de funcionar como um espaço informal de articulações políticas e jurídicas, longe do escrutínio público e da imprensa nacional. A edição do ano passado trouxe à tona controvérsias sobre o uso de recursos públicos, com gastos de R$ 1,34 milhão em passagens e diárias custeados pelos Três Poderes, e a participação de empresários com interesses pendentes no STF.
Neste ano, a lista de participantes confirma o peso político do encontro: além de Gilmar Mendes, quatro ministros do STF, cinco ministros do governo Lula, o presidente da Câmara Hugo Motta, deputados, senadores e sete governadores marcarão presença. Também estarão presentes o procurador-geral da República e o diretor-geral da Polícia Federal.
O tema “O mundo em transformação – Direito, Democracia e Sustentabilidade na Era Inteligente” promete debates sobre os impactos da inteligência artificial, mas o evento suscita questionamentos sobre prioridades e transparência. A ausência de uma programação oficial detalhada alimenta a percepção de que o Fórum serve para tratar assuntos estratégicos longe da visibilidade da sociedade.
Críticas também recaem sobre o uso de dinheiro público para bancar viagens internacionais de autoridades em compromissos que, em sua maioria, não fazem parte da agenda oficial do Brasil. A presença de empresários com litígios em andamento no STF, uma prática recorrente, levanta dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.




