Glauber Braga é retirado à força da Mesa da Câmara
Deputado do Psol resistiu à Polícia Legislativa após ocupar a Mesa em protesto; Hugo Motta esvazia plenário, barra imprensa e sessão acaba cancelada
Por: Redação
09/12/2025 às 22:16

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) foi retirado à força do plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), depois de ocupar a Mesa Diretora em protesto contra a decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de pautar seu processo de cassação.
Antes da retirada, Motta determinou o esvaziamento completo do plenário, impedindo inclusive a entrada da imprensa — medida incomum e duramente criticada por parlamentares, que acusaram o presidente da Câmara de fechar o espaço público justamente no dia de uma das votações mais sensíveis do ano.
Imagens mostram a Polícia Legislativa retirando Glauber enquanto o deputado resiste, cercado de parlamentares que filmavam e protestavam contra o tumulto.
Após ser expulso, Glauber afirmou:
“A única coisa que pedi ao Hugo Motta foi que ele tivesse comigo 1% do tratamento que teve com aqueles deputados que sequestraram a Mesa Diretora da Câmara.”
A fala é referência ao episódio de agosto, quando parlamentares bolsonaristas ocuparam o plenário em reação à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro — ocasião em que, segundo Glauber, a Mesa teria adotado postura mais branda.
O protesto desta terça ocorreu antes da sessão que votaria o PL da dosimetria, projeto que reduz penas de condenados do 8 de Janeiro, incluindo a de Bolsonaro. O clima de tensão levou ao cancelamento da sessão, embora Motta tenha aberto a ordem do dia por volta das 19h30.
A retirada forçada não envolveu apenas parlamentares: jornalistas também foram expulsos do plenário durante a confusão, e há relatos de agressões contra profissionais de imprensa — fato considerado grave por entidades de comunicação e que reflete o nível de tensão instalado na Casa.
Glauber Braga responde a processo de quebra de decoro parlamentar por ter expulsado com chutes o militante do MBL Gabriel Costenaro, em abril de 2024. A reunião desta terça culminou na decisão de Hugo Motta de pautar para quarta-feira (10/12) a votação de cassação do mandato do psolista e da deputada Carla Zambelli (PL-SP).
O caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deve ser analisado na semana seguinte.
Com forte pressão política — de direita e esquerda — e plenário dividido, as votações prometem ser historicamente tensas.
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