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Governador acusa Alcolumbre de autoritarismo por recusar pautar impeachment de Moraes
Governador acusa Alcolumbre de autoritarismo por recusar pautar impeachment de Moraes
Presidente do Senado afirmou que não colocará o tema em votação mesmo com apoio unânime dos 81 senadores
Por: Redação
08/08/2025 às 08:35

Foto: Divulgação
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), classificou como “autoritária” a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao recusar pautar o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mendes fez a crítica nesta quinta-feira (7), após reunião com governadores em Brasília.
“Não podemos aceitar, sob o pretexto de defender a democracia, a imposição de atitudes autoritárias. Vi uma declaração do presidente do Senado que me preocupou profundamente: ele afirmou que, mesmo que os 81 senadores peçam, não vai pautar um pedido de impeachment. Isso é autoritarismo”, declarou o governador.
Alcolumbre comunicou a líderes do Congresso que não levará o pedido adiante, independentemente do número de assinaturas. A decisão cabe exclusivamente ao presidente da Casa, segundo o regimento do Senado.
Reação da oposição e risco de crise no Senado
A resposta da oposição veio com força. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para sugerir que o Senado agora deveria considerar não apenas o impeachment de Moraes, mas também o do próprio Alcolumbre, por descumprimento de suas responsabilidades regimentais. “Se ele se recusa a pautar mesmo com apoio de 81 senadores, está rompendo com a função institucional da presidência do Senado”, afirmou Nikolas.
A pressão sobre Alcolumbre ocorre após a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) determinada por Alexandre de Moraes, decisão que reacendeu críticas sobre a atuação do Supremo. Líderes da oposição alegam que a corte vem atuando de forma política, e não jurídica.
41 senadores já assinaram pedido de impeachment
Nesta quinta-feira, a oposição anunciou que atingiu 41 assinaturas em apoio ao pedido de impeachment de Moraes — número suficiente para o protocolo do requerimento. O último a aderir foi o senador Laércio Oliveira (PP-SE).
Com o pedido formalizado, parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro encerraram a obstrução dos trabalhos no Senado e anunciaram foco total na pressão institucional sobre Alcolumbre, que detém o poder de decisão sobre a tramitação do processo.
Para que o impeachment avance, no entanto, será necessário o voto de 54 senadores (dois terços da Casa). O cenário atual é de impasse, com a oposição denunciando uma suposta blindagem política e setores do Congresso defendendo maior equilíbrio entre os Poderes.
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