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Governador da Califórnia critica tarifas de Trump e diz que gesto foi “um dedo do meio ao Brasil”
Governador da Califórnia critica tarifas de Trump e diz que gesto foi “um dedo do meio ao Brasil”
Democrata Gavin Newsom lamenta ausência dos EUA na COP30 e tenta capitalizar oposição política ao republicano
Por: Redação
11/11/2025 às 08:07

Foto: Divulgação/Gavin Newsom no X
O governador da Califórnia, Gavin Newsom (Partido Democrata), afirmou nesta segunda-feira (10) em São Paulo que a decisão do governo de Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros foi um “dedo do meio ao Brasil”. A declaração foi feita durante o Global Investors’ Symposium São Paulo 2025, organizado pelo Milken Institute, em meio à sua visita ao país para participar da COP30, em Belém (PA).
“Nenhuma pessoa da administração deveria mostrar desrespeito por nenhum de vocês. O Brasil é um dos nossos grandes parceiros comerciais. E o que Trump fez — dedo do meio com 50% de tarifas — é vergonhoso”, disse Newsom.
Conhecido por suas críticas recorrentes a Trump, o democrata usou o evento para defender a política ambiental americana e atacar o que chamou de “retrocesso” nas relações diplomáticas dos Estados Unidos com a América Latina.
Newsom também lamentou a ausência oficial do governo americano na COP30, chamando-a de “vácuo de liderança”.
“Estou aqui por causa da ausência de qualquer liderança do governo dos EUA. Nem um representante, nem um observador foi levado a Belém. É de deixar o queixo caído”, afirmou.
Analistas apontam que a visita do governador da Califórnia tem forte caráter político e eleitoral, já que Newsom é um dos nomes cotados como possível candidato democrata à presidência em 2028. Suas falas em solo brasileiro reforçam a disputa ideológica entre democratas e republicanos em torno do comércio exterior e das políticas climáticas.
A medida de Trump, por sua vez, foi defendida pela Casa Branca como protecionismo estratégico para proteger o setor agrícola e de manufaturas americanas — postura que tem forte apoio entre o eleitorado conservador e o empresariado interno dos EUA.
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