Governo central fecha maio com rombo de R$ 40,6 bilhões
Apesar de pior no mês, resultado supera projeções e mantém superávit acumulado de R$ 32,2 bilhões
Por: Redação
30/06/2025 às 08:20

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Em maio de 2025, as contas do governo central — que englobam Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — registraram um déficit primário de R$ 40,6 bilhões.
O valor, embora ainda negativo, ficou aquém das previsões do mercado, que apontavam para um rombo próximo a R$ 62,2 bilhões.
Comparativamente, o déficit atual é 36,2% menor do que o registrado em maio de 2024 (R$ 60,4 bilhões), tornando-se o melhor desempenho para o mês desde 2021.
O balanço positivo no acumulado do ano é significativo: de janeiro a maio, o governo central acumula superávit primário de R$ 32,2 bilhões — contra déficit de R$ 28,7 bilhões no mesmo período de 2024.
Arrecadação em alta: As receitas líquidas aumentaram 2,8% em termos reais, impulsionadas pela Receita Federal.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), por exemplo, cresceu 24,3% em relação a maio do ano passado.
Gastos sob controle: As despesas sofreram uma redução real de 7,6%, impulsionada principalmente por cortes em gastos discricionários, créditos extraordinários e benefícios previdenciários.
O déficit de maio está dentro da meta estabelecida pelo novo arcabouço fiscal, que prevê resultado neutro (zero) com margem de tolerância de ±0,25 pontos percentuais do PIB — o que equivale a cerca de R$ 31 bilhões de déficit ou superávit.
Portanto, apesar do rombo mensal, o desempenho é considerado satisfatório frente aos parâmetros vigentes.
Com previsão do pagamento de cerca de R$ 70 bilhões em precatórios em julho e sazonal aumento de gastos no segundo semestre, o Tesouro precisará manter rigidez fiscal. O desafio será equilibrar a necessidade de investimento público com o controle da dívida e da inflação.
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