Governo de El Salvador proíbe “linguagem inclusiva” em escolas públicas
Bukele reafirma ofensiva ideológica ao eliminar referências de gênero em materiais didáticos e documentos oficiais
Por: Redação
03/10/2025 às 10:24
● Atualizado em 03/10/2025 às 12:19

Foto: AFP
O governo de El Salvador, sob o comando do presidente Nayib Bukele, instituiu nesta quinta-feira (2) uma norma que proíbe oficialmente o uso de “linguagem inclusiva” em todas as escolas públicas do país. A medida, anunciada pelo presidente e confirmada pelo Ministério da Educação, integra uma política mais ampla de retirar traços do que o governo classifica como “ideologia de gênero” da esfera educacional e administrativa.
A nova normativa determina que termos como “amigue, compañere, niñe, alumn@, jóvenesx, nosotrxs” ou quaisquer outras deformações linguísticas que façam alusão a variações de gênero serão proibidos em conteúdos escolares, comunicações oficiais, livros, circulares e documentos ministeriais.
Justificativa oficial e escopo da medida
De acordo com a ministra da Educação, Karla Trigueros, a restrição tem caráter nacional e visa garantir a “propriedade da língua” e proteger o desenvolvimento integral dos estudantes contra interferências ideológicas.
No comunicado oficial, Trigueros afirma que a norma se aplica “a materiais, conteúdos e livros que derivem da pasta do Estado” e também a “comunicações formais como circulares, documentos administrativos, correspondência etc.”
Bukele também reforçou a decisão em sua conta no X (antigo Twitter), declarando:
“Hoje, o mal denominado ‘linguagem inclusiva’ está proibido em todos os centros educativos públicos de nosso país.”
O governo argumenta que essa ação também é um passo de continuidade na política já adotada em 2024, quando o Ministério da Educação retirou referências explícitas à “ideologia de gênero” dos currículos e materiais escolares.
A nova determinação se insere num quadro mais amplo de medidas do governo Bukele voltadas a restringir, sob justificativa moral ou conservadora, expressões ligadas a gênero e identidade sexual nas instituições públicas.
Em 2024, por exemplo, o Ministério da Educação já havia anunciado que “todos os usos ou rastros de ideologia de gênero” haviam sido removidos do sistema público de ensino.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil
Assine nossa news letter
Receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.



